Política

Cury: não há condição de apoiar Lula ou Flávio no 2º turno

Ao SBT Brasil, candidato do Avante disse que eleitores estão livres para escolher quem quiserem em eventual segundo turno

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Augusto Cury é candidato do Avante à Presidência da República e participou de sabatina do SBT News nesta terça-feira (18) | Reprodução

Augusto Cury é candidato do Avante à Presidência da República e participou de sabatina do SBT News nesta terça-feira (18) | Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (11) que, em um eventual segundo turno, não apoiará nem Flávio Bolsonaro (PL) nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"Não há condição de apoiar nenhum dos dois. Olha o histórico", disse.

A afirmação foi feita durante entrevista ao SBT Brasil. A sabatina faz parte da série especial da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

Cury havia dito, durante a semana, que poderia apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno caso o candidato comprovasse não ter havido corrupção no financiamento de "Dark Horse", filme que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. Questionado se havia mudado de ideia, Cury negou e afirmou que, na ocasião anterior, não havia revelado sua própria posição.

"Quando eu fui interrogado, disse que, se ele provasse… As pessoas que me seguem estão livres para votar em quem quiserem. Não falei a minha posição", declarou.

O candidato disse estar "profundamente indignado" com o cenário político e acusou as famílias Bolsonaro e Lula da Silva de manterem dezenas de milhões de brasileiros "prisioneiros" de um radicalismo "sem precedentes". Cury também voltou a defender a bandeira da “pacificação” do Brasil e afirmou que não há uma divisão entre famílias de esquerda e de direita.

"Há milhões e milhões de pessoas maravilhosas na esquerda e na direita. Há uma só família, chamada família brasileira", disse.

Durante a resposta, Cury relatou que a mulher chegou a questionar, em meio à atuação de grupos de críticos nas redes sociais, se ele deveria continuar na disputa. Segundo o candidato, os dois decidiram prosseguir "pelo amor ao Brasil".

"Vamos continuar pelo amor ao Brasil. O Brasil não vai ser sequestrado, seja pelo crime organizado, seja pelo radicalismo, seja pela corrupção, seja por aquelas pessoas que querem defender sua família, seu ego e seu partido", afirmou.

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