Política

Comissão da Câmara quer ouvir chefe da PF sobre Master

Comissão de Segurança Pública aprova convite a Andrei Rodrigues para esclarecer esquema que repassava dados de investigações envolvendo Daniel Vorcaro

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Jessica Cardoso
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26) um requerimento para convidar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a prestar esclarecimentos sobre suspeitas de repasse de informações sigilosas por servidores da corporação a envolvidos no caso Banco Master.

Ainda não há data definida para a audiência. Como se trata de um convite, e não de uma convocação, o comparecimento não é obrigatório.

O requerimento é de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA). No documento, o parlamentar afirma que Rodrigues deverá esclarecer fatos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeita de fraudes financeiras no Master.

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“[...] o comparecimento do diretor-geral da Polícia Federal perante esta Comissão permitirá esclarecer quais providências administrativas e disciplinares estão sendo adotadas, quais mecanismos de controle interno foram acionados e quais medidas estão sendo implementadas para prevenir novos episódios de eventual vazamento de informações sigilosas”, afirmou o deputado no documento.

A PF descobriu um esquema em que espiões e servidores públicos repassavam informações sigilosas relacionadas a investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Segundo as apurações, policiais federais e ex-servidores do Banco Central (BC) vazavam detalhes de inquéritos e dados estratégicos em troca de propina e favores.

Na sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de maio, uma delegada da PF foi alvo de busca e apreensão e acabou afastada do cargo sob suspeita de ajudar ilegalmente o grupo “A Turma”, utilizado por Vorcaro para intimidar adversários. Um agente da ativa da corporação também foi preso.

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