Delegada da PF é afastada por suspeita de ajudar ilegalmente grupo de Vorcaro
Um agente da PF ainda foi preso nesta quinta (14), na sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master

Anita Prado
Uma delegada da Policia Federal foi alvo de busca e apreensão e afastada do cargo nesta quinta-feira (14) por suspeita de ajudar ilegalmente o grupo "A Turma", usado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para ameaçar adversários.
Além dela, um agente da ativa da PF foi preso. A ação deflagrada é a sexta fase da Operação Compliance Zero, que também prendeu o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro.
A delegada alvo de busca é lotada em Minas Gerais. Segundo as investigações, ela é casada com um agente aposentado da PF, que demandava a ela uma série de consultas, que foram feitas ilegalmente, de acordo com o que foi apurado pela polícia. Ele também foi alvo de buscas na operação desta quinta.
"A Turma"
Alvo da terceira fase da Compliance Zero, o grupo "A Turma" reunia Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário". Sicário morreu dois dias após ser preso, após atentar contra a própria vida na cela da PF.
O objetivo do grupo, segundo a PF, era obter informações sigilosas e intimidar "críticos do conglomerado financeiro". Nas conversas, eram discutidas ações contra indivíduos considerados opositores, entre eles jornalistas, ex-funcionários e outras pessoas vistas como adversárias de Vorcaro.
Marilson, de acordo com as investigações, era o responsável por obter clandestinamente informações sensíveis e auxiliar no monitoramento de adversários.
Entre os alvos da "Turma" estava o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Daniel Vorcaro teria determinado "dar um pau" e "quebrar os dentes" do profissional.
De acordo com a apuração, os diálogos incluíam tratativas sobre ameaças, perseguições, monitoramento e possíveis invasões de dispositivos eletrônicos.









