Comissão da Câmara aprova PEC para o fim da escala 6x1
Proposta segue para comissão especial, que analisará o mérito e poderá alterar o texto
Jessica Cardoso
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1.
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O colegiado analisou a admissibilidade da proposta, ou seja, se o texto está de acordo com a Constituição. O parecer do relator, deputado Paulo Azi (União-BA), favorável ao avanço da tramitação, foi aprovado em votação simbólica.
Com a decisão, a PEC segue para uma comissão especial, que será responsável por analisar o mérito da proposta e deve ter a instalação determinada ainda nesta quarta-feira (22) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nessa etapa, o conteúdo pode ser alterado antes de ser encaminhado ao plenário da Casa.
Os deputados analisam duas propostas sobre a mudança na jornada de trabalho sem redução salarial. A primeira, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe substituir a escala 6x1 por um modelo 4x3, com até três dias de folga por semana. A segunda, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas.
Motta determinou a tramitação conjunta das propostas, unificando os textos em uma única discussão.
Ele ponderou, no entanto, que há preocupação com os impactos econômicos da proposta, ao questionar quem arcaria com os custos caso a jornada fosse reduzida sem alteração salarial.
“A minha preocupação é de quem vai pagar a conta, porque se diminuirmos a escala e mantivermos o mesmo salário, isso vai gerar um déficit para o empregador. [...] É onde temos que ampliar esse debate porque não está previsto aqui na PEC. [...] É um ponto que vamos ter que debater na comissão especial [...] para que a gente consiga modificar esse texto”, declarou.
Após a aprovação pela CCJ, Motta afirmou, em publicação no X, que a medida representa “mais um passo fundamental” para levar a proposta ao plenário da Câmara em maio.
“A Câmara dos Deputados é a Casa do diálogo e do povo brasileiro. Meu compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”, disse.
Ele acrescentou que vai determinar a criação da comissão especial “o mais rápido possível”.
A CCJ acaba de aprovar a admissibilidade da PEC 6x1. É mais um passo fundamental para levarmos ao plenário ainda em maio. A Câmara dos Deputados é a Casa do diálogo e do povo brasileiro. Meu compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade.
Após passar pela comissão especial, a proposta ainda precisa ser votada no plenário da Câmara. Para ser aprovada, é necessário o apoio de pelo menos 3/5 dos deputados (308 votos), em dois turnos de votação. Depois, segue para análise do Senado.
Por se tratar de uma PEC, o texto não depende de sanção presidencial e passa a valer após ser aprovado nas duas casas legislativas.
A avaliação do governo é de que um projeto de lei tem maior viabilidade de aprovação, por exigir menos votos e ter tramitação mais rápida.
A iniciativa, no entanto, não foi bem recebida por Motta, que afirmou que pretende manter o andamento das PECs na Câmara. Apesar disso, o presidente da Casa declarou que respeita a decisão do Executivo de apresentar uma proposta própria.
Comissão da Câmara aprova PEC para o fim da escala 6x1Proposta segue para comissão especial, que analisará o mérito e poderá alterar o textoPolítica2026-04-22T20:06:08.061ZA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O colegiado analisou a admissibilidade da proposta, ou seja, se o texto está de acordo com a Constituição. O parecer do relator, deputado Paulo Azi (União-BA), favorável ao avanço da tramitação, foi aprovado em votação simbólica. Com a decisão, a PEC segue para uma comissão especial, que será responsável por analisar o mérito da proposta e deve ter a instalação determinada ainda nesta quarta-feira (22) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nessa etapa, o conteúdo pode ser alterado antes de ser encaminhado ao plenário da Casa. Os deputados analisam duas propostas sobre a mudança na jornada de trabalho sem redução salarial. A primeira, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe substituir a escala 6x1 por um modelo 4x3, com até três dias de folga por semana. A segunda, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas. Motta determinou a tramitação conjunta das propostas, unificando os textos em uma única discussão. Durante a discussão na CCJ, o deputado Lucas Redecker (PSD-RS), que , disse não ver problema na reivindicação dos trabalhadores por mais tempo de lazer, convivência familiar e qualificação profissional. Ele ponderou, no entanto, que há preocupação com os impactos econômicos da proposta, ao questionar quem arcaria com os custos caso a jornada fosse reduzida sem alteração salarial. “A minha preocupação é de quem vai pagar a conta, porque se diminuirmos a escala e mantivermos o mesmo salário, isso vai gerar um déficit para o empregador. [...] É onde temos que ampliar esse debate porque não está previsto aqui na PEC. [...] É um ponto que vamos ter que debater na comissão especial [...] para que a gente consiga modificar esse texto”, declarou. Após a aprovação pela CCJ, Motta afirmou, em publicação no X, que a medida representa “mais um passo fundamental” para levar a proposta ao plenário da Câmara em maio. “A Câmara dos Deputados é a Casa do diálogo e do povo brasileiro. Meu compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”, disse. Ele acrescentou que vai determinar a criação da comissão especial “o mais rápido possível”. Tramitação Após passar pela comissão especial, a proposta ainda precisa ser votada no plenário da Câmara. Para ser aprovada, é necessário o apoio de pelo menos 3/5 dos deputados (308 votos), em dois turnos de votação. Depois, segue para análise do Senado. Por se tratar de uma PEC, o texto não depende de sanção presidencial e passa a valer após ser aprovado nas duas casas legislativas. Projeto do governo Paralelamente à PEC, o . A proposta prevê uma redução mais gradual da jornada, de 44 para 40 horas semanais. A avaliação do governo é de que um projeto de lei tem maior viabilidade de aprovação, por exigir menos votos e ter tramitação mais rápida. A iniciativa, no entanto, não foi bem recebida por Motta, que Apesar disso, o presidente da Casa declarou que respeita a decisão do Executivo de apresentar uma proposta própria.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/comissao-da-camara-aprova-pec-para-o-fim-da-escala-6x1