Caso Master: Ciro Nogueira e Rueda defendem Toffoli após ministro deixar relatoria
Solidariedade, partido presidido por Paulinho da Força, também declarou apoio público a Toffoli


Iander Porcella
Em meio a pedidos de impeachment contra Dias Toffoli no Congresso, a Federação União-PP saiu em defesa nesta sexta-feira (13) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após o magistrado deixar a relatoria do caso do Banco Master na Corte. Dirigentes dos dois partidos, Ciro Nogueira e Antonio Rueda, criticaram o que chamaram de “narrativas que querem colocar a opinião pública contra” o magistrado.
“Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”, diz nota divulgada por Nogueira e Rueda. “A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”.
O Solidariedade, partido presidido por Paulinho da Força, também declarou apoio público a Toffoli.
Até então responsável pela investigação na Corte, o ministro foi citado em conversas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Ele decidiu deixar a relatoria nesta quinta-feira (12) após uma reunião com todos os ministros do STF.
Como mostrou o SBT News, integrantes do Centrão, o grupo político que domina o Congresso, ficaram em alerta após o ministro André Mendonça, do STF, assumir a relatoria do caso. A avaliação de parlamentares é de que o magistrado passou a acumular muito poder, já que ele também relata as investigações sobre o escândalo do INSS.
Há um temor de que Mendonça vire um “Dino 2.0”, em referência à ofensiva do ministro Flávio Dino sobre as emendas parlamentares, que atormenta o Legislativo há anos. Mendonça é visto no Congresso como uma figura de pouca interlocução política, ao contrário de Dias Toffoli, relator anterior do caso Master.








