Política

Campanha de Lula recorre contra pente-fino da Meta em canal

Pedido aponta contradições de Nunes Marques e necessidade de atuação do plenário; relatório da Meta pode levar a nova suspensão do canal “Exército do Lula”

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Basília Rodrigues
Presidente Lula (PT) e deputado federal André Janones (Rede-MG) | Reprodução/Instagram

Presidente Lula (PT) e deputado federal André Janones (Rede-MG) | Reprodução/Instagram

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra decisão do presidente Nunes Marques que autoriza a Meta a fazer um pente-fino no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne 8,7 milhões de pessoas.

O relatório da Meta, solicitado por Nunes Marques, vai apurar se há violações no uso da rede e pode levar à nova suspensão do canal.

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Os advogados de Lula apontam contradições do ministro e querem que o caso vá ao plenário do TSE. Na ação, eles defendem que o canal não deveria estar vinculado judicialmente à campanha por se tratar de grupo organizado por terceiros, se referindo ao deputado federal André Janones (Rede-MG).

O funcionamento do canal virou uma guerra de decisões entre o ministro Nunes Marques e o corregedor eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva, na semana passada. O canal chegou a ser suspenso por algumas horas, mas depois foi autorizado pelo próprio Nunes.

Em nova decisão, nesta quinta-feira (22), Nunes Marques arquivou o processo, apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro contra o canal, e que até então tramitava como uma representação eleitoral. A partir desse despacho, porém, Nunes entendeu que a fiscalização do canal faz parte de um processo administrativo e não eleitoral. Seguindo o plano firmado entre o TSE e a Meta, a plataforma ficou encarregada de entregar um relatório sobre o grupo de Lula ao ministro.

A Coluna apurou que a mudança de classificação do caso de eleitoral para administrativo foi vista por aliados de Lula como uma manobra jurídica de Nunes Marques, para evitar que outros ministros decidam sobre o caso. A interlocutores, ouvidos pelo SBT News, Marques rebateu as críticas e disse que vem atuando de forma “ordeira e correta”, e que novas decisões sobre o assunto vão depender do relatório que a Meta entregar para ele. O ministro tem dito que se o canal estiver correto continuará ativo, mas se estiver errado sofrerá sanções.

Esse entendimento abre uma possibilidade do canal ser retirado do ar, às vésperas das eleições.

Nesta semana, ao SBT News, o ministro disse que não retiraria o canal do ar, apenas pela proximidade das eleições, por considerar que está em cima da hora do segundo turno.

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