Eleições

Kassio manda Meta explicar atuação do ‘Exército do Lula’

Presidente do TSE pede informações técnicas sobre possíveis ações coordenadas, circulação e alcance das publicações

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José Matheus Santos, Jessica Cardoso
Nunes Marques durante sessão plenária do TSE | Leobark Rodrigues/Secom/TSE

Nunes Marques durante sessão plenária do TSE | Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu, nesta quinta-feira (22), prazo de 24 horas para que a Meta apresente esclarecimentos sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp.

Segundo a decisão, a empresa deverá apresentar um relatório técnico com a metodologia utilizada, os critérios de análise e os resultados obtidos. Entre os pontos a serem esclarecidos estão:

  • ações coordenadas entre contas, canais e plataformas;
  • a circulação e o alcance das publicações;
  • o uso de anúncios pagos; e
  • as medidas adotadas para identificar e conter eventuais irregularidades.
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O prazo de 24 horas também foi estabelecido para o Google e o X. As empresas deverão informar se detectaram, entre 18 e 20 de outubro, ações coordenadas para impulsionar termos e hashtags nos mecanismos de busca, nas sugestões de pesquisa e nos assuntos em alta. Também terão de detalhar as políticas aplicáveis e as providências adotadas.

Um dos episódios citados na ação ocorreu em 20 de outubro, quando o canal orientou seus integrantes a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags no X.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que ainda “não há elementos suficientes” para avaliar os pedidos e que as informações das plataformas são necessárias para verificar se as medidas previstas nos planos de conformidade foram efetivamente aplicadas.

Após a apresentação das respostas, André Janones, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), terão prazo de 24 horas para se manifestar.

A determinação atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aponta uma possível atuação coordenada para ampliar a circulação de conteúdos nas redes sociais.

A campanha quer verificar se a Meta cumpriu o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral, que reúne medidas para prevenir e reduzir riscos à integridade do processo eleitoral.

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