Caiado foca no terrorismo doméstico em plano de segurança
Candidato do PSD à Presidência também convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública
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Ighor Nóbrega
Ronaldo Caiado, candidato a presidente pelo PSD | Reprodução/PSD
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, apresentou nesta segunda-feira (10) seu plano de governo para a área de segurança pública, tratada como prioridade da sua campanha.
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A estrutura é focada no combate ao terrorismo doméstico e mira facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), já tratados como terroristas pelos Estados Unidos, mas que não receberam a designação pelo governo Lula (PT). “O governo de hoje é conivente e complacente com o crime”, declarou o presidenciável durante o evento de lançamento do plano.
Caiado propõe a criação de uma lei de terrorismo doméstico. A proposta prevê que a inclusão de organizações criminosas nessa categoria não dependa de motivação ideológica e estabelece a integração das Forças Armadas ao sistema de enfrentamento sem a necessidade de acionar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
O projeto menciona a importância da asfixia financeira desses grupos e a restrição de medidas de progressão de pena para condenados por crimes federais. O ex-governador quer implantar uma pena mínima de 35 anos para esses crimes, com eventual progressão apenas depois de 90% da sentença cumprida.
“O povo não suporta mais viver sobre esse comando do crime, da falta de liberdade. O brasileiro já perdeu essa capacidade de contestar, tá passando a aceitar essa realidade”, afirmou.
Caiado também destacou o movimento dessas facções de penetrarem a economia formal, no que ele chamou de “mexicanização do sistema político”. Ao citar o processo eleitoral, disse que as organizações “têm tamanha fonte financeira e de pressão sobre as estruturas políticas que eles vão determinar como é feita a votação no seu reduto de comando”.
Outros pontos do plano de segurança incluem a criação de um fundo nacional de combate ao terrorismo, o reforço do policiamento nas fronteiras, a criação de zonas de recuperação da soberania em áreas ocupadas pelo crime – especialmente na Amazônia – e a criação de uma polícia integrada entre países da América do Sul (a SULPOL).
Uma das propostas mais ambiciosas é a criação da rede nacional de presídios, que visa ampliar de cinco para 40 o número de unidades prisionais de segurança máxima. O custo estimado da operação é de R$ 3 bilhões, de acordo com o candidato.
“O terrorista e o faccionado mais temido do Brasil é o que está preso. Está lá dentro sob proteção do estado e passa a comandar o crime do lado de fora. Esse homem mantém a hierarquia, o comando da facção. A prisão passa a ser um quartel-general, como a maioria se tornou”, declarou Caiado.
Caiado pretende recriar o Ministério da Segurança Pública, que existiu brevemente no final do governo Michel Temer, em 2018.
Durante a apresentação do plano, o pessedista anunciou o convite para que o promotor de Justiça Lincoln Gakiya assuma a pasta caso seja eleito para o Executivo federal.
Integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), Gakiya ganhou notoriedade por ser um dos responsáveis pela transferência dos chefes do PCC para presídios de segurança máxima. Ele é alvo de ameaças de morte pelo grupo criminoso há duas décadas.
Caiado foca no terrorismo doméstico em plano de segurançaCandidato do PSD à Presidência também convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o futuro Ministério da Segurança PúblicaPolítica2026-08-10T16:02:44.865ZO candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, apresentou nesta segunda-feira (10) seu plano de governo para a área de segurança pública, tratada como prioridade da sua campanha. A estrutura é focada no combate ao terrorismo doméstico e mira facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), já tratados como terroristas pelos Estados Unidos, mas que não receberam a designação pelo governo Lula (PT). “O governo de hoje é conivente e complacente com o crime”, declarou o presidenciável durante o evento de lançamento do plano. Caiado propõe a criação de uma lei de terrorismo doméstico. A proposta prevê que a inclusão de organizações criminosas nessa categoria não dependa de motivação ideológica e estabelece a integração das Forças Armadas ao sistema de enfrentamento sem a necessidade de acionar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O projeto menciona a importância da asfixia financeira desses grupos e a restrição de medidas de progressão de pena para condenados por crimes federais. O ex-governador quer implantar uma pena mínima de 35 anos para esses crimes, com eventual progressão apenas depois de 90% da sentença cumprida. “O povo não suporta mais viver sobre esse comando do crime, da falta de liberdade. O brasileiro já perdeu essa capacidade de contestar, tá passando a aceitar essa realidade”, afirmou. Caiado também destacou o movimento dessas facções de penetrarem a economia formal, no que ele chamou de “mexicanização do sistema político”. Ao citar o processo eleitoral, disse que as organizações “têm tamanha fonte financeira e de pressão sobre as estruturas políticas que eles vão determinar como é feita a votação no seu reduto de comando”. Outros pontos do plano de segurança incluem a criação de um fundo nacional de combate ao terrorismo, o reforço do policiamento nas fronteiras, a criação de zonas de recuperação da soberania em áreas ocupadas pelo crime – especialmente na Amazônia – e a criação de uma polícia integrada entre países da América do Sul (a SULPOL). Uma das propostas mais ambiciosas é a criação da rede nacional de presídios, que visa ampliar de cinco para 40 o número de unidades prisionais de segurança máxima. O custo estimado da operação é de R$ 3 bilhões, de acordo com o candidato. “O terrorista e o faccionado mais temido do Brasil é o que está preso. Está lá dentro sob proteção do estado e passa a comandar o crime do lado de fora. Esse homem mantém a hierarquia, o comando da facção. A prisão passa a ser um quartel-general, como a maioria se tornou”, declarou Caiado. Retorno do Ministério de Segurança Pública Caiado pretende recriar o Ministério da Segurança Pública, que existiu brevemente no final do governo Michel Temer, em 2018. Durante a apresentação do plano, o pessedista anunciou o convite para que o promotor de Justiça assuma a pasta caso seja eleito para o Executivo federal. Integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), Gakiya ganhou notoriedade por ser um dos responsáveis pela transferência dos chefes do PCC para presídios de segurança máxima. Ele é alvo de ameaças de morte pelo grupo criminoso há duas décadas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/caiado-foca-no-terrorismo-domestico-em-plano-de-seguranca
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