Congresso: centro perde espaço para os opostos ideológicos
Levantamento mostra que tanto a esquerda quanto a direita viram aumento em representação na Câmara e Senado
A
Artur Maldaner
A nova composição do Congresso Federal, definida após as votações deste domingo (4), terá um esvaziamento dos partidos de centro, em decorrência do aumento de parlamentares da direita e da esquerda.
Na Câmara, a bancada de direita (que engloba o PL, a coligação PP/União, o Republicanos, o Novo e o recém-criado Missão) foi de 244 na sua composição atual, para 260 que assumirão em 1º de fevereiro de 2027. O cenário corresponde a um aumento de 6,5%.
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O crescimento foi impulsionado pela vitória avassaladora do Partido Liberal (PL), que elegeu 121 nomes nessas eleições, aumento de 23,47% da atual legislatura e mais de um quinto das cadeiras.
A bancada também é histórica em termos de composição, colocando o PL como o partido com mais deputados desde que o PMDB (hoje MDB) elegeu 109 parlamentares nas eleições de 1990.
Centro
Por outro lado, os partidos de centro-direita, centro-esquerda e centro ideológico viram quedas em suas bancadas. O PSD, o Podemos e a coligação PSDB/Cidadania, todos na direita mais ao centro, caíram de 94 cadeiras para 81, em comparação com a composição atual.
O MDB, o Avante e a coligação Solidariedade/PRD, do centro, recuaram de 50 para 48 deputados. E, por fim, o PSB e o PDT, da centro-esquerda, foram dos 27 atuais parlamentares para 21 novos.
Esquerda
No entanto, os partidos da esquerda, compostos pela coligação PT/PCdoB/PV e o PSOL/Rede aumentaram ligeiramente sua composição atual de 98 para 103 novos deputados federais.
Senado
No Senado, o aumento da direita conservadora se mostrou ainda mais forte, com os partidos do bloco indo dos atuais 32 parlamentares para 48 eleitos neste domingo (4). O crescimento é de 50%.
O PL de Valdemar Costa Neto supriu a maior parte dos senadores eleitos, indo de 15 para 28, um avanço de 86,6%, quase dobrando sua representação na Casa.
A centro-direita foi a mais prejudicada no processo, já que foi de 21 parlamentares para apenas 8, uma queda de 260%.
O centro ideológico perdeu uma cadeira, indo de 9 a 8, enquanto a centro-esquerda foi de 8 para 5 senadores. A esquerda também viu crescimento no recorte, avançando de 9 parlamentares para 11, se colocando como a segunda maior representação no Senado.
Tabelas mostram partidos no Senado e na Câmara | Reprodução
Congresso: centro perde espaço para os opostos ideológicosLevantamento mostra que tanto a esquerda quanto a direita viram aumento em representação na Câmara e SenadoPolítica2026-10-05T20:45:54.939ZA nova composição do Congresso Federal, definida após as votações deste domingo (4), terá um esvaziamento dos partidos de centro, em decorrência do aumento de parlamentares da direita e da esquerda. O levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que a dinâmica se repete tanto Na Câmara, a bancada de direita (que engloba o PL, a coligação PP/União, o Republicanos, o Novo e o recém-criado Missão) foi de 244 na sua composição atual, para 260 que assumirão em 1º de fevereiro de 2027. O cenário corresponde a um aumento de 6,5%. O crescimento foi impulsionado pela vitória avassaladora do Partido Liberal (PL), que elegeu 121 nomes nessas eleições, aumento de 23,47% da atual legislatura e mais de um quinto das cadeiras. A bancada também é histórica em termos de composição, colocando o PL como o partido com mais deputados desde que o PMDB (hoje MDB) elegeu 109 parlamentares nas eleições de 1990. Centro Por outro lado, os partidos de centro-direita, centro-esquerda e centro ideológico viram quedas em suas bancadas. O PSD, o Podemos e a coligação PSDB/Cidadania, todos na direita mais ao centro, caíram de 94 cadeiras para 81, em comparação com a composição atual. O MDB, o Avante e a coligação Solidariedade/PRD, do centro, recuaram de 50 para 48 deputados. E, por fim, o PSB e o PDT, da centro-esquerda, foram dos 27 atuais parlamentares para 21 novos. Esquerda No entanto, os partidos da esquerda, compostos pela coligação PT/PCdoB/PV e o PSOL/Rede aumentaram ligeiramente sua composição atual de 98 para 103 novos deputados federais. Senado No Senado, o aumento da direita conservadora se mostrou ainda mais forte, com os partidos do bloco indo dos atuais 32 parlamentares para 48 eleitos neste domingo (4). O crescimento é de 50%. O PL de Valdemar Costa Neto supriu a maior parte dos senadores eleitos, indo de 15 para 28, um avanço de 86,6%, quase dobrando sua representação na Casa. A centro-direita foi a mais prejudicada no processo, já que foi de 21 parlamentares para apenas 8, uma queda de 260%. O centro ideológico perdeu uma cadeira, indo de 9 a 8, enquanto a centro-esquerda foi de 8 para 5 senadores. A esquerda também viu crescimento no recorte, avançando de 9 parlamentares para 11, se colocando como a segunda maior representação no Senado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/congresso-centro-perde-espaco-para-os-opostos-ideologicos