07/07/2026, 22:01 • Atualizado em 07/07/2026, 22:01
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Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), afirmou que se o tarifaço dos Estados Unidos se concretizar, o Brasil poderá ter uma das piores condições de acesso ao mercado americano. A declaração foi dada em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta terça-feira (7).
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"Hoje, o que está na mesa é uma proposta de tarifa adicional para o Brasil de 25% nesse processo da Seção 301 específico contra o país, mais uma tarifa de 12,5% em outro processo da Seção 301 sobre trabalho forçado, que também afeta o Brasil. Ou seja, estamos falando de um potencial de tarifa adicional de 37,5% sobre as exportações brasileiras. Se isso se concretizar, o Brasil será um dos países com as piores condições de acesso ao mercado americano. Isso coloca os exportadores brasileiros em uma situação muito difícil e reforça a necessidade e a urgência de se buscar uma solução intermediária que permita melhores condições de competição no mercado dos Estados Unidos", explicou.
O executivo afirmou ainda que o setor empresarial tem defendido a intensificação do diálogo e das negociações para evitar a aplicação das tarifas. Acrescentou que, paralelamente, empresas e setores têm buscado a exclusão de seus produtos das medidas, argumento apresentado durante as audiências com base em impactos econômicos sob a ótica americana. Ressaltou, no entanto, que uma solução mais ampla depende do desfecho das negociações entre os dois países.
Nesta segunda-feira (7), o senador Flávio Bolsonaro participou de audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, e defendeu o adiamento da tarifa de 25% proposta pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a medida deveria ser postergada até depois das eleições presidenciais de outubro.
A audiência integra a consulta aberta pelo USTR antes da decisão sobre a tarifa adicional. O órgão investiga práticas comerciais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Além de Flávio Bolsonaro, representantes da indústria, do agronegócio e de entidades empresariais participam da sessão. A expectativa do governo brasileiro é de que a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço seja anunciada nos próximos dias, enquanto as negociações diplomáticas seguem em andamento.
Brasil terá uma das piores condições com tarifaço, diz CEOSegundo Abrão Neto, da Amcham, se o tarifaço dos EUA se confirmar, o Brasil pode enfrentar uma das piores condições de acesso ao mercado americanoPolítica2026-07-07T22:01:25.840ZAbrão Neto, CEO da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), afirmou que se o tarifaço dos Estados Unidos se concretizar, o Brasil poderá ter uma das piores condições de acesso ao mercado americano. A declaração foi dada em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta terça-feira (7). "Hoje, o que está na mesa é uma proposta de tarifa adicional para o Brasil de 25% nesse processo da Seção 301 específico contra o país, mais uma tarifa de 12,5% em outro processo da Seção 301 sobre trabalho forçado, que também afeta o Brasil. Ou seja, estamos falando de um potencial de tarifa adicional de 37,5% sobre as exportações brasileiras. Se isso se concretizar, o Brasil será um dos países com as piores condições de acesso ao mercado americano. Isso coloca os exportadores brasileiros em uma situação muito difícil e reforça a necessidade e a urgência de se buscar uma solução intermediária que permita melhores condições de competição no mercado dos Estados Unidos", explicou. O executivo afirmou ainda que o setor empresarial tem defendido a intensificação do diálogo e das negociações para evitar a aplicação das tarifas. Acrescentou que, paralelamente, empresas e setores têm buscado a exclusão de seus produtos das medidas, argumento apresentado durante as audiências com base em impactos econômicos sob a ótica americana. Ressaltou, no entanto, que uma solução mais ampla depende do desfecho das negociações entre os dois países. Nesta segunda-feira (7),, nos Estados Unidos, e defendeu o adiamento da tarifa de 25% proposta pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a medida deveria ser postergada até depois das eleições presidenciais de outubro. A audiência integra a consulta aberta pelo USTR antes da decisão sobre a tarifa adicional. O órgão investiga práticas comerciais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol e desmatamento ilegal. Além de Flávio Bolsonaro, representantes da indústria, do agronegócio e de entidades empresariais participam da sessão. A expectativa do governo brasileiro é de que a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço seja anunciada nos próximos dias, enquanto as negociações diplomáticas seguem em andamento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/brasil-tera-uma-das-piores-condicoes-com-tarifaco-diz-ceo