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Acusação apresenta novas provas do caso Charlie Kirk

Imagens mostram o suspeito de matar o ativista conservador correndo pelo telhado de um prédio da Universidade de Utah Valley, onde ocorreu o crime

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Sofia Pilagallo
07/07/2026, 21:16 • Atualizado em 07/07/2026, 21:48
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Novas imagens de câmeras de segurança mostram Tyler Robinson, o suspeito de matar o ativista conservador Charlie Kirk, correndo pelo telhado de um dos prédios da Universidade de Utah Valley, em Utah, EUA | Foto: Reuters - 07.07.2026

Novas imagens de câmeras de segurança mostram Tyler Robinson, o suspeito de matar o ativista conservador Charlie Kirk, correndo pelo telhado de um dos prédios da Universidade de Utah Valley, em Utah, EUA | Foto: Reuters - 07.07.2026

Promotores apresentaram nesta terça-feira (7) novas imagens de câmeras de segurança que supostamente mostram o suspeito de matar Charlie Kirk correndo pelo telhado de um prédio de uma universidade em Utah onde o ativista conservador morreu baleado. O vídeo, exibido no segundo dia da audiência preliminar, também aparenta mostrar Tyler Robinson pulando do local enquanto segurava um objeto.

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A audiência preliminar tem como objetivo determinar se há elementos suficientes para que Robinson seja levado a julgamento. Nessa etapa, o juiz avalia se as provas apresentadas pela acusação justificam o prosseguimento do processo, sem analisar a culpa ou a inocência do réu. Caso considere que há evidências consistentes, o caso seguirá para a fase de julgamento.

O investigador David Hull afirmou que as imagens mostram Robinson momentos antes do disparo e também logo após o crime, quando ele deixa o telhado e desce do edifício. Embora o rosto do suspeito não apareça com nitidez em todos os trechos, Hull disse que a identificação foi feita a partir do conjunto de evidências, como as roupas, os calçados e a forma de caminhar.

Durante a audiência, a promotoria também apresentou uma reconstrução dos movimentos de Robinson nas horas que antecederam o ataque. Segundo os investigadores, ele chegou ao campus com antecedência, circulou pela universidade, conversou com integrantes da Turning Point USA, trocou de roupa e, em seguida, seguiu para o prédio de onde o disparo teria sido efetuado.

Para os promotores, a sequência reforça a tese de que o crime foi premeditado. A acusação afirma que Robinson percorreu cerca de três horas de carro até a universidade e monitorou a movimentação no local antes de subir ao telhado, o que, na avaliação do Ministério Público, demonstra planejamento.

Os representantes do Ministério Público disseram ainda que pretendem apresentar outras provas ao longo do processo. Entre elas estão evidências de DNA que, segundo a acusação, ligam Robinson ao rifle usado no ataque, além de mensagens atribuídas ao suspeito enviadas a pessoas próximas e tratadas pelos investigadores como uma espécie de confissão.

A defesa contestou parte das provas apresentadas durante a sessão. Os advogados questionaram o uso de versões ampliadas e editadas das imagens de segurança, alegando que o material poderia comprometer a imparcialidade da análise das evidências e influenciar a interpretação dos fatos. Após a objeção, o juiz determinou que a versão original do vídeo fosse exibida antes da compilação editada.

A audiência foi acompanhada por familiares de Kirk. A viúva do ativista, Erika Kirk, esteve presente no tribunal, mas deixou a sala antes da exibição de algumas imagens consideradas mais fortes. Donald Trump Jr. também acompanhou a sessão, assim como outros apoiadores de Kirk que assistiram aos depoimentos no plenário.

Relembre o crime

O atentado contra Kirk ocorreu em 10 de setembro do ano passado, durante um evento da Turning Point USA na Utah Valley University, em Utah. O ativista discursava para apoiadores quando foi atingido por um disparo feito de um prédio próximo. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Tyler Robinson foi preso pouco depois do ataque e responde por homicídio qualificado, além de outras acusações relacionadas ao caso. Segundo a investigação, ele teria planejado o crime com antecedência e escolhido um ponto elevado para efetuar o disparo. A defesa, por sua vez, sustenta que as evidências apresentadas pela acusação são insuficientes para comprovar sua responsabilidade pelo assassinato.

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