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EUA voltam a atacar Irã após tensão no Estreito de Ormuz

Bombardeios são resposta a ataques contra navios comerciais e elevam risco de nova escalada militar entre Washington e Teerã; petróleo sobe mais de 3%

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Reuters
07/07/2026, 22:17 • Atualizado em 07/07/2026, 22:17
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Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam | Stringer/Reuters

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam | Stringer/Reuters

Os Estados Unidos voltaram a lançar ataques militares contra o Irã nesta terça-feira (7), em resposta ao que classificaram como ofensivas iranianas contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

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A ação marca o primeiro ataque americano ao território iraniano desde o fim do confronto direto entre os dois países no mês passado e aumenta o temor de uma nova escalada no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a operação busca impor "custos elevados" ao Irã por atacar a navegação comercial. Segundo os militares americanos, a ação iraniana representou uma violação do cessar-fogo firmado entre os dois países.

Ataques atingem sul do Irã

As Forças Armadas dos Estados Unidos não informaram quais alvos foram atingidos. Já a imprensa estatal iraniana noticiou que ao menos seis projéteis atingiram a região do cais de Taheroui, na cidade de Sirik, no sul do país.

De acordo com autoridades americanas, as informações preliminares indicam que forças iranianas dispararam contra três navios mercantes que cruzavam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Até o momento, o governo iraniano não comentou os ataques nem assumiu responsabilidade pelos incidentes envolvendo as embarcações.

EUA endurecem sanções e petróleo dispara

Além da ofensiva militar, Washington revogou a licença geral que autorizava determinadas vendas de petróleo iraniano. Segundo uma autoridade americana, a decisão foi tomada em resposta aos ataques registrados no Estreito de Ormuz, considerados "totalmente inaceitáveis".

A medida provocou reação imediata do mercado internacional. Os preços do petróleo subiram mais de 3%, refletindo a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento de energia.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão dos Estados Unidos, afirmando que a revogação da licença viola o entendimento diplomático firmado entre os dois países e responsabilizando Washington pelas consequências da medida.

Escalada ameaça negociações sobre programa nuclear

Apesar do aumento das tensões, negociadores americanos afirmaram que continuam trabalhando para alcançar um acordo mais amplo com Teerã. As negociações envolvem limites ao programa nuclear iraniano e um possível alívio de parte das sanções econômicas, incluindo restrições às exportações de petróleo.

A nova escalada, porém, coloca em risco esse processo diplomático. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo consumido diariamente no mundo, e qualquer interrupção prolongada na região pode provocar alta nos preços da energia, pressionando governos, empresas e consumidores.

As exportações de petróleo seguem sendo uma das principais fontes de receita do Irã, especialmente com as vendas destinadas à China. Novas restrições americanas tendem a ampliar a pressão sobre a economia iraniana, já afetada por anos de sanções internacionais.

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