EUA atacam 80 alvos no Irã; Teerã promete retaliação
Ataques atingiram sistemas de defesa, radares e bases militares; Teerã promete resposta e tensão cresce no Estreito de Ormuz
Reuters
07/07/2026, 22:17 • Atualizado em 08/07/2026, 03:34
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Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam | Stringer/Reuters
Os Estados Unidos voltaram a lançar ataques militares contra o Irã nesta terça-feira (7), em resposta ao que classificaram como ofensivas iranianas contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.
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Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), mais de 80 alvos foram atingidos durante a ofensiva militar. De acordo com os militares americanos, os bombardeios destruíram sistemas de defesa aérea, radares costeiros e capacidades de lançamento de mísseis antinavio, ampliando a escalada entre os dois países.
A ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo, e eleva o risco de um confronto de maiores proporções no Oriente Médio.
De acordo com a imprensa iraniana, explosões foram registradas durante a madrugada desta quarta-feira (9, no horário local) na ilha de Kharg, principal polo petrolífero do país, além da ilha de Qeshm e das cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, no sul do Irã.
Segundo a TV estatal iraniana, um projétil atingiu um píer comercial em Sirik, deixando várias pessoas feridas por estilhaços. Até o momento, não há registro oficial de mortes de civis.
A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade das imagens divulgadas nem confirmar o local exato dos ataques.
Irã promete "resposta esmagadora"
Em reação aos bombardeios, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando conjunto das Forças Armadas iranianas, afirmou que responderá de forma "esmagadora" aos ataques americanos.
O comando militar também declarou que Teerã não aceitará qualquer interferência dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás natural.
A nova ofensiva aprofunda a crise entre Washington e Teerã e aumenta a preocupação da comunidade internacional com uma possível ampliação do conflito.
Além do impacto militar, uma escalada no Estreito de Ormuz pode afetar diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo e aumentando os riscos para o comércio marítimo em uma das rotas mais importantes do mundo.
A ação marca o primeiro ataque americano ao território iraniano desde o fim do confronto direto entre os dois países no mês passado e aumenta o temor de uma nova escalada no Oriente Médio.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a operação busca impor "custos elevados" ao Irã por atacar a navegação comercial. Segundo os militares americanos, a ação iraniana representou uma violação do cessar-fogo firmado entre os dois países.
Além da ofensiva militar, Washington revogou a licença geral que autorizava determinadas vendas de petróleo iraniano. Segundo uma autoridade americana, a decisão foi tomada em resposta aos ataques registrados no Estreito de Ormuz, considerados "totalmente inaceitáveis".
A medida provocou reação imediata no mercado internacional. Os preços do petróleo subiram mais de 3%, refletindo a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento de energia.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão dos Estados Unidos, afirmando que a revogação da licença viola o entendimento diplomático firmado entre os dois países e responsabilizando Washington pelas consequências da medida.
Escalada ameaça negociações sobre programa nuclear
Apesar do aumento das tensões, negociadores americanos afirmaram que continuam trabalhando para alcançar um acordo mais amplo com Teerã. As negociações envolvem limites ao programa nuclear iraniano e um possível alívio de parte das sanções econômicas, incluindo restrições às exportações de petróleo.
A nova escalada, porém, coloca esse processo diplomático em risco. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo consumido diariamente no mundo, e qualquer interrupção prolongada na região pode provocar alta nos preços da energia, pressionando governos, empresas e consumidores.
As exportações de petróleo seguem sendo uma das principais fontes de receita do Irã, especialmente com as vendas destinadas à China. Novas restrições americanas tendem a ampliar a pressão sobre a economia iraniana, já afetada por anos de sanções internacionais.
EUA atacam 80 alvos no Irã; Teerã promete retaliaçãoAtaques atingiram sistemas de defesa, radares e bases militares; Teerã promete resposta e tensão cresce no Estreito de OrmuzMundo2026-07-07T22:17:14.132ZOs Estados Unidos voltaram a lançar ataques militares contra o Irã nesta terça-feira (7), em resposta ao que classificaram como ofensivas iranianas contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), mais de 80 alvos foram atingidos durante a ofensiva militar. De acordo com os militares americanos, os bombardeios destruíram sistemas de defesa aérea, radares costeiros e capacidades de lançamento de mísseis antinavio, ampliando a escalada entre os dois países. A ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo, e eleva o risco de um confronto de maiores proporções no Oriente Médio. + De acordo com a imprensa iraniana, explosões foram registradas durante a madrugada desta quarta-feira (9, no horário local) na ilha de Kharg, principal polo petrolífero do país, além da ilha de Qeshm e das cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, no sul do Irã. Segundo a TV estatal iraniana, um projétil atingiu um píer comercial em Sirik, deixando várias pessoas feridas por estilhaços. Até o momento, não há registro oficial de mortes de civis. A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade das imagens divulgadas nem confirmar o local exato dos ataques. Irã promete "resposta esmagadora" Em reação aos bombardeios, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando conjunto das Forças Armadas iranianas, afirmou que responderá de forma "esmagadora" aos ataques americanos. O comando militar também declarou que Teerã não aceitará qualquer interferência dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás natural. + Conflito ameaça estabilidade no Oriente Médio A nova ofensiva aprofunda a crise entre Washington e Teerã e aumenta a preocupação da comunidade internacional com uma possível ampliação do conflito. Além do impacto militar, uma escalada no Estreito de Ormuz pode afetar diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo e aumentando os riscos para o comércio marítimo em uma das rotas mais importantes do mundo. A ação marca o primeiro ataque americano ao território iraniano desde o fim do confronto direto entre os dois países no mês passado e aumenta o temor de uma nova escalada no Oriente Médio. Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a operação busca impor "custos elevados" ao Irã por atacar a navegação comercial. Segundo os militares americanos, a ação iraniana representou uma violação do cessar-fogo firmado entre os dois países. + EUA endurecem sanções e petróleo dispara Além da ofensiva militar, Washington revogou a licença geral que autorizava determinadas vendas de petróleo iraniano. Segundo uma autoridade americana, a decisão foi tomada em resposta aos ataques registrados no Estreito de Ormuz, considerados "totalmente inaceitáveis". A medida provocou reação imediata no mercado internacional. Os preços do petróleo subiram mais de 3%, refletindo a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento de energia. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão dos Estados Unidos, afirmando que a revogação da licença viola o entendimento diplomático firmado entre os dois países e responsabilizando Washington pelas consequências da medida. Escalada ameaça negociações sobre programa nuclear Apesar do aumento das tensões, negociadores americanos afirmaram que continuam trabalhando para alcançar um acordo mais amplo com Teerã. As negociações envolvem limites ao programa nuclear iraniano e um possível alívio de parte das sanções econômicas, incluindo restrições às exportações de petróleo. A nova escalada, porém, coloca esse processo diplomático em risco. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo consumido diariamente no mundo, e qualquer interrupção prolongada na região pode provocar alta nos preços da energia, pressionando governos, empresas e consumidores. As exportações de petróleo seguem sendo uma das principais fontes de receita do Irã, especialmente com as vendas destinadas à China. Novas restrições americanas tendem a ampliar a pressão sobre a economia iraniana, já afetada por anos de sanções internacionais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-voltam-a-atacar-ira-apos-tensao-no-estreito-de-ormuz
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