Política

Bolsonaro diz que Cid foi "torturado" durante delação

Ex-presidente foi entrevistado pelo Leo Dias TV, canal do apresentador do SBT no Youtube, e voltou a falar que atos de 8 de janeiro foram "armados"

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Yumi Kuwano
26/02/2025, 01:27 • Atualizado em 26/02/2025, 01:28
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Foto: Alan Santos/PR

Foto: Alan Santos/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o tenente-coronel e seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, foi “torturado” após a divulgação dos vídeos da delação premiada, conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, parte das investigações do plano de golpe de Estado.

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A declaração foi dada durante entrevista nesta terça-feira (25) ao Leo Dias TV, canal do apresentador do SBT no Youtube. Bolsonaro ainda disse que se coloca no lugar de Cid e não vai atacá-lo.

“Ele foi torturado. O vídeo, se você ver… o que é, pela lei, uma delação premiada? Você começa a firmar a sua qualificação e termina a filmagem quando tá encerrado. Meus advogados pediram [acesso], ele esteve 11 vezes depondo, pedimos todos os vídeos do começo ao fim, sem cortar. Em todos esses vídeos, você vê o ‘dono do inquérito’ falando: ‘Você tem um pai, uma mãe, uma filha’, tortura, tortura psicológica”, disse o ex-presidente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal disseram que não vão comentar as declarações de Jair Bolsonaro.

O ex-presidente voltou a falar que os atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 foram "armados" pela esquerda.

"O 8 de janeiro foi programado pela esquerda. Você tem imagens do pessoal quebrando lá dentro, mas não quando entrou a turma. Imprensa só mostrava imagem de um magrinho derrubando relógio e tentando derrubar câmera. O governo dizia que não tinha mais imagem, mas pouco tempo depois apareceram mais imagens", acusou.

Além disso, o ex-chefe do Executivo afirmou que foram estudadas as hipóteses para decretar estado de sítio — instrumento que pode ser utilizado pelo presidente em casos extremos, como uma guerra — após o TSE determinar multa ao seu partido, por questionar o resultado das eleições de 2022.

Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após as eleições, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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