Ato do 8 de janeiro terá reforço no policiamento, sistema antidrone e varredura na Esplanada
Forças de segurança esperam a presença de até 3 mil pessoas em solenidade organizada pelo governo Lula


Marcela Mattos
Representantes das forças de segurança preparam um amplo esquema de vigilância nas imediações do Palácio do Planalto na próxima quinta-feira (8), quando acontecerá o ato que marcará os três anos dos ataques às sedes dos três poderes.
A cerimônia em memória aos atos do 8 de janeiro de 2023 foi convocada pelo presidente Lula e terá como mote a defesa da democracia e da soberania nacional. Nos últimos dias, membros da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção da sede presidencial, se reuniram para definir o esquema.
Conforme o cronograma, haverá um evento inicial no Salão Nobre do palácio com a presença de autoridades e políticos que será transmitido em telões instalados à frente do Planalto. Depois, o presidente Lula deve descer a rampa e se encontrar com apoiadores.
São esperadas entre 2 mil e 3 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios e, conforme as análises de risco, o nível de ameaça é considerado baixo. Ainda assim, houve um reforço tanto no efetivo dos policiais e militares que vão atuar tanto durante o ato quanto no monitoramento ao acesso ao evento. O contingente é mantido sob sigilo.
Serão cinco pontos de bloqueio e todos os participantes terão de passar por uma revista prévia antes de chegar ao Palácio - alguns itens costumeiros, como guarda-chuvas, estarão proibidos.
Também será feita uma varredura antibomba para buscar uma eventual instalação de artefatos ao redor da Esplanada dos Ministérios. Além disso, o Palácio do Planalto conta com uma espécie de escudo antidrones que estará acionado durante toda a solenidade. Dessa maneira, apenas poderão sobrevoar o local os equipamentos que tenham um prévio aval do GSI.
Esta será a terceira edição do ato dedicado a relembrar os ataques às sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Não houve, nas edições anteriores, nenhuma intercorrência em relação à segurança.







