Amcham alerta para riscos da retaliação contra os EUA
Associação de empresas que atuam no comércio entre Brasil e EUA diz que contramedidas podem elevar custos, afetar investimentos e ampliar tensão comercial
Caio Barcellos
Lula veste boné pela soberania do Brasil
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil)defendeu nesta sexta-feira (14) que o governo brasileiro evite a adoção de contramedidas no processo aberto com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
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Em nota ao SBT News, a entidade afirmou que acompanha a decisão anunciada pelo governo na quinta-feira (13) de iniciar a análise das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 da legislação norte-americana.
“Considerando a importância da relação entre Brasil e Estados Unidos, a Amcham reitera seu entendimento de que o caminho prioritário deve ser a intensificação do diálogo de alto nível e das negociações entre os dois governos, com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais”, afirma.
A entidade argumenta que essa posição é compartilhada pela maior parte das empresas que consultou. Segundo eles, 90,5% das companhias defendem a ampliação do diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% apontam a reciprocidade como estratégia preferencial.
A manifestação ocorre no momento em que o governo começa a ouvir os setores potencialmente afetados por uma eventual reação brasileira. Na manhã desta sexta-feira (14), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o processo servirá para reunir as preocupações do empresariado brasileiro e estrangeiro antes de qualquer decisão.
“O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade”, disse.
A Amcham ressaltou que a abertura do procedimento não significa que o Brasil já tenha decidido aplicar contramedidas. Antes disso, o rito prevê consultas diplomáticas aos Estados Unidos, análise sobre o enquadramento do caso e consulta pública. A entidade pediu que essas etapas sejam conduzidas com “equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa” dos possíveis efeitos, com participação do setor privado.
A entidade foi além e defendeu que uma eventual retaliação seja evitada. Segundo a Amcham, medidas contra produtos ou interesses norte-americanos podem aumentar os custos para empresas e consumidores brasileiros, afetar cadeias produtivas e investimentos e provocar uma escalada na relação comercial e política entre os dois países.
“A Amcham considera que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos, reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada”, argumenta.
A avaliação se aproxima da posição apresentada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), um dos setores mais afetados pelas tarifas norte-americanas. Em nota enviada ao SBT News, a entidade também se posicionou contra o uso da Lei da Reciprocidade e defendeu que o governo mantenha os canais de negociação com Washington.
Durigan afirmou que o governo tratará o processo com “muita cautela e muita responsabilidade” e ressaltou que eventuais medidas de reciprocidade “podem vir ou não a ser adotadas”.
Amcham alerta para riscos da retaliação contra os EUAAssociação de empresas que atuam no comércio entre Brasil e EUA diz que contramedidas podem elevar custos, afetar investimentos e ampliar tensão comercial
Política2026-08-14T18:32:33.229ZA Câmara Americana de Comércio para o Brasil defendeu nesta sexta-feira (14) que o governo brasileiro evite a adoção de contramedidas no processo aberto com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Em nota ao SBT News, a entidade afirmou que acompanha a decisão anunciada pelo governo na quinta-feira (13) de iniciar a análise das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 da legislação norte-americana. “Considerando a importância da relação entre Brasil e Estados Unidos, a Amcham reitera seu entendimento de que o caminho prioritário deve ser a intensificação do diálogo de alto nível e das negociações entre os dois governos, com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais”, afirma. A entidade argumenta que essa posição é compartilhada pela maior parte das empresas que consultou. Segundo eles, 90,5% das companhias defendem a ampliação do diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% apontam a reciprocidade como estratégia preferencial. A manifestação ocorre no momento em que o governo começa a ouvir os setores potencialmente afetados por uma eventual reação brasileira. Na manhã desta sexta-feira (14), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o processo servirá para reunir as preocupações do empresariado brasileiro e estrangeiro antes de qualquer decisão. “O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade”, disse. A Amcham ressaltou que a abertura do procedimento não significa que o Brasil já tenha decidido aplicar contramedidas. Antes disso, o rito prevê consultas diplomáticas aos Estados Unidos, análise sobre o enquadramento do caso e consulta pública. A entidade pediu que essas etapas sejam conduzidas com “equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa” dos possíveis efeitos, com participação do setor privado. A entidade foi além e defendeu que uma eventual retaliação seja evitada. Segundo a Amcham, medidas contra produtos ou interesses norte-americanos podem aumentar os custos para empresas e consumidores brasileiros, afetar cadeias produtivas e investimentos e provocar uma escalada na relação comercial e política entre os dois países. “A Amcham considera que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos, reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada”, argumenta. A avaliação se aproxima da posição apresentada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), um dos setores mais afetados pelas tarifas norte-americanas. Em nota enviada ao SBT News, a entidade também se posicionou contra o uso da Lei da Reciprocidade e defendeu que o governo mantenha os canais de negociação com Washington. Durigan afirmou que o governo tratará o processo com “muita cautela e muita responsabilidade” e ressaltou que eventuais medidas de reciprocidade “podem vir ou não a ser adotadas”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/amcham-alerta-para-riscos-da-retaliacao-contra-os-eua
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