Cabo Gilberto diz que é cedo para discutir comando da Câmara
Ao SBT News, deputado mais votado da Paraíba afirmou que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro e confirmou apoio a Rogério Marinho no Senado
Leandro Magalhães, Victoria Abel, Sofia Pilagallo
Deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB) durante participação no News Noite | Foto: Reprodução/SBT News - 05.10.2026
O deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), o mais votado da Paraíba, afirmou nesta segunda-feira (5) que ainda é cedo para discutir o comando da Câmara dos Deputados na próxima legislatura. Ao SBT News, o parlamentar disse que a prioridade do partido é eleger Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Questionado sobre a possibilidade de apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar outro candidato, Cabo Gilberto afirmou que o PL ainda não definiu uma posição. O deputado, que é líder da oposição na Câmara, também ressaltou que o partido precisa negociar com outras legendas para construir uma maioria no Congresso.
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Segundo Cabo Gilberto, uma derrota de Flávio Bolsonaro tornaria a atuação da bancada mais difícil tanto entre os deputados quanto entre os senadores. Ele afirmou que a vitória não está garantida e que a missão é conquistar os votos dos indecisos e de quem não compareceu às urnas no primeiro turno.
"Então, a nossa missão que recebemos é 'foco na eleição do presidente Flávio Bolsonaro'", afirmou Cabo Gilberto ao News Noite. "[...] Tem que ir atrás dos votos indecisos, das pessoas que não foram votar, para que possamos aumentar a diferença e darmos a vitória a Flávio Bolsonaro."
Sobre a presidência do Senado, Cabo Gilberto disse que as lideranças nacionais do PL já definiram o apoio a Rogério Marinho (PL-RN). O deputado sinalizou que seguirá essa orientação e ressaltou que o partido precisará construir alianças para eleger os presidentes das duas Casas.
O PL elegeu 19 senadores neste domingo (4) e deverá ter a maior bancada da Casa em 2027, com 28 integrantes, segundo projeção da Agência Senado. Na sequência aparecem o PT, com nove, e o MDB, com oito. Apesar do avanço, a bancada do PL ficará abaixo dos 41 parlamentares necessários para alcançar a maioria absoluta das 81 cadeiras.
"A gente não tem maioria absoluta na Câmara nem no Senado. Precisa fazer composições. Então, ainda é muito cedo para a gente discutir essa questão de presidência da Câmara, só do Senado que foi definida pelas lideranças nacionais", afirmou. "E eu, como líder da oposição, tenho que seguir as orientações de quem está acima de mim."
Durante a entrevista, Cabo Gilberto também foi questionado sobre a atuação do partido caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. O deputado defendeu a continuidade do enfrentamento ao governo e disse que cabe à oposição apontar os erros da gestão, independentemente do resultado da disputa presidencial.
Ao tratar da relação entre os Poderes, Cabo Gilberto acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover "interferências indevidas" nas decisões do Congresso e usou a expressão "ditadura da toga". Na avaliação dele, o resultado das eleições legislativas demonstra apoio popular a uma atuação de confronto com a Corte.
"Até porque não existe democracia sem oposição. Nosso trabalho está sendo totalmente dificultado por conta das interferências indevidas da Suprema Corte nas decisões do Parlamento", afirmou. "A Constituição é muito clara na separação dos poderes. [...] O ministro Alexandre de Moraes é um ditador, ele precisa ser afastado urgentemente pelo bem da democracia."
Cabo Gilberto diz que é cedo para discutir comando da CâmaraAo SBT News, deputado mais votado da Paraíba afirmou que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro e confirmou apoio a Rogério Marinho no SenadoPolítica2026-10-06T02:35:30.684ZO deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), o mais votado da Paraíba, afirmou nesta segunda-feira (5) que ainda é cedo para discutir o comando da Câmara dos Deputados na próxima legislatura. Ao SBT News, o parlamentar disse que a prioridade do partido é eleger Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Questionado sobre a possibilidade de apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar outro candidato, Cabo Gilberto afirmou que o PL ainda não definiu uma posição. O deputado, que é líder da oposição na Câmara, também ressaltou que o partido precisa negociar com outras legendas para construir uma maioria no Congresso. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Segundo Cabo Gilberto, uma derrota de Flávio Bolsonaro tornaria a atuação da bancada mais difícil tanto entre os deputados quanto entre os senadores. Ele afirmou que a vitória não está garantida e que a missão é conquistar os votos dos indecisos e de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. "Então, a nossa missão que recebemos é 'foco na eleição do presidente Flávio Bolsonaro'", afirmou Cabo Gilberto ao News Noite. "[...] Tem que ir atrás dos votos indecisos, das pessoas que não foram votar, para que possamos aumentar a diferença e darmos a vitória a Flávio Bolsonaro." Sobre a presidência do Senado, Cabo Gilberto disse que as lideranças nacionais do PL já definiram o apoio a Rogério Marinho (PL-RN). O deputado sinalizou que seguirá essa orientação e ressaltou que o partido precisará construir alianças para eleger os presidentes das duas Casas. O PL elegeu 19 senadores neste domingo (4) e deverá ter a maior bancada da Casa em 2027, com 28 integrantes, segundo projeção da Agência Senado. Na sequência aparecem o PT, com nove, e o MDB, com oito. Apesar do avanço, a bancada do PL ficará abaixo dos 41 parlamentares necessários para alcançar a maioria absoluta das 81 cadeiras. "A gente não tem maioria absoluta na Câmara nem no Senado. Precisa fazer composições. Então, ainda é muito cedo para a gente discutir essa questão de presidência da Câmara, só do Senado que foi definida pelas lideranças nacionais", afirmou. "E eu, como líder da oposição, tenho que seguir as orientações de quem está acima de mim." Durante a entrevista, Cabo Gilberto também foi questionado sobre a atuação do partido caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. O deputado defendeu a continuidade do enfrentamento ao governo e disse que cabe à oposição apontar os erros da gestão, independentemente do resultado da disputa presidencial. Ao tratar da relação entre os Poderes, Cabo Gilberto acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover "interferências indevidas" nas decisões do Congresso e usou a expressão "ditadura da toga". Na avaliação dele, o resultado das eleições legislativas demonstra apoio popular a uma atuação de confronto com a Corte. "Até porque não existe democracia sem oposição. Nosso trabalho está sendo totalmente dificultado por conta das interferências indevidas da Suprema Corte nas decisões do Parlamento", afirmou. "A Constituição é muito clara na separação dos poderes. [...] O ministro Alexandre de Moraes é um ditador, ele precisa ser afastado urgentemente pelo bem da democracia."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/cabo-gilberto-diz-que-e-cedo-para-discutir-comando-da-camara