Política

Aliados admitem em reserva que situação de Bolsonaro é melhor na Papudinha

Dentro do Supremo, crescem as chances de uma prisão domiciliar no futuro se os ataques a Moraes diminuírem

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Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | REUTERS/ Ueslei Marcelino

Em conversas reservadas, aliados de Jair Bolsonaro admitem que a situação do ex-presidente é melhor na chamada "Papudinha", batalhão da Polícia Militar dentro do presídio da Papuda para onde ele foi transferido nesta quinta-feira (15).

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Eles citam as instalações melhores do que na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Enquanto na PF, a sala onde Bolsonaro estava preso tinha 12 metros quadrados, a cela reservada para ele agora tem 64,8 metros quadrados - sendo 10 metros quadrados de área externa.

Fontes da equipe jurídica de Bolsonaro também dizem que havia um erro técnico, porque o mais correto seria que ele estivesse cumprindo a pena na prisão e não na PF - embora tivesse o precedente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No Supremo Tribunal Federal, o clima é que a prisão domiciliar de Bolsonaro pode vir em algum momento. Os esforços feitos pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro estariam surtindo efeito.

Michelle tem procurado alguns ministros da corte, entre eles o decano, Gilmar Mendes e, conforme relatos, exposto a situação do marido de uma maneira muito digna.

Michele relatou a necessidade de Bolsonaro dormir com o aparelho para apneia do sono, as tonturas para caminhar, os soluços constantes e a fragilidade de sua saúde mental.

Em sua manifestação pública logo após a transferência para a "Papudinha", a ex-primeira dama não se posicionou politicamente, mas apenas agradeceu os agentes da PF.

O entrave para a prisão domiciliar, no entanto, é o ataque constante feito por apoiadores e por membros da família, como o vereador Carlos Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes e suas decisões.

Ao transferir Bolsonaro, Moraes chegou a mencionar que o cumprimento da pena não era uma "estadia hoteleira" ou uma "colônia de férias" como manifestações da família e de apoiadores pareciam "exigir".

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