GTs da transição de governo podem barrar ao menos cinco privatizações
Nomes como Petrobras, Correios e Dataprev estão entre os processos listados

A privatização do Porto de Santos (SP) e a oferta dos aeroportos cariocas Galeão e Santos Dumont também não devem avançar | Divulgação/PT
Os Grupos Técnicos (GTs) do Gabinete de Transição de governo podem congelar ao menos cinco processos de privatização que vinham avançando na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o PT, a discussão sobre a Petrobras está entre os principais temas e uma reunião entre os representantes de ambos os grupos deve ser realizada nesta 6ª feira (25.nov).
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"É fundamental que seja suspenso todo o atual processo de privatização de unidades da Petrobrás e que seja impedida a xepa de fim de governo. Estão correndo para fechar operações de conclusão de venda até 31 de dezembro", disse o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que integra o GT.
Tal discussão, no entanto, pode ser delicada, uma vez que alguns dos processos envolvem refinarias ainda não vendidas, prédios de representação regional e infraestrutura de escoamento de gás natural. Um exemplo citado pelo grupo é o Gasoduto Bolívia-Brasil, da TBG, que opera entre os dois países.
Além da Petrobras, os integrantes dos GTs pretendem retirar os Correios e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) da lista de privatizações. Comentando sobre o assunto na última 6ª feira (18.nov), o ex-ministro Paulo Bernardo disse que também pretende estimular a recriação da TV Nacional do Brasil, que era conhecida pela sigla NBR.
A privatização do Porto de Santos (SP), em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU), e a oferta dos aeroportos cariocas Galeão e Santos Dumont, prevista para compor o oitavo leilão de aeroportos em 2023, também não devem avançar. Segundo os integrantes do GT de Infraestrutura, uma solicitação já foi enviada para paralisar os processos.
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O ex-ministro da Previdência Social José Pimentel, do GT da Previdência, defendeu ainda que a Dataprev não seja privatizada. Conforme Pimentel, a manutenção da empresa de tecnologia de processamento de dados é importante para colaborar no processo de zerar a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "Não tem como dar certo", disse.














