Treinador de jiu-jitsu é preso suspeito de estuprar adolescente de 17 anos em Manaus
Professor conhecido no esporte e policial civil foi preso após denúncia de atleta de 17 anos; caso pode envolver outras vítimas


Fabio Diamante
Robinson Cerantula
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária do treinador de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, suspeito de estupro de vulnerável. Ele foi preso nesta terça-feira (28), em Manaus, após denúncia feita por uma atleta de 17 anos.
Melqui Galvão, de 47 anos, é treinador de jiu-jitsu e também atua como policial civil no Amazonas. Ele mantém academias em São Paulo e em Jundiaí, no interior paulista.
Segundo a investigação, a violência sexual teria ocorrido em fevereiro deste ano, em Roma, na Itália, durante uma competição de jiu-jitsu. A vítima treinava com o suspeito desde dezembro de 2024.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, mensagens enviadas por Melqui à família da vítima após o crime foram decisivas para o avanço do caso.
Nos conteúdos, ele demonstra arrependimento e admite comportamento inadequado, além de tentar evitar que a denúncia fosse levada adiante.
Outras possíveis vítimas
A polícia trabalha com a hipótese de que o caso não seja isolado. Segundo a investigação, outras mulheres relataram situações semelhantes, incluindo uma vítima que afirma ter sido abusada ainda na infância.
Ainda segundo a apuração, o treinador teria oferecido benefícios à família da vítima em troca de silêncio, incluindo promessas relacionadas a oportunidades profissionais e abertura de academia no exterior.
Melqui Galvão está preso preventivamente enquanto o caso segue sob investigação. Outras possíveis vítimas ainda podem ser ouvidas pela polícia nos próximos dias.








