Cidades

Quadrilha da falsa central de banco que movimentou R$ 25 milhões é presa; saiba como funcionava golpe

Polícia prendeu mais quatro suspeitos em condomínio de luxo no Rio; grupo teria feito mais de 200 vítimas em todo o país

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Caroline Vale, com SBT Rio
17/10/2025, 14:07 • Atualizado em 18/10/2025, 01:38
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na quinta-feira (16), quatro integrantes de uma organização criminosa especializada no chamado “golpe da falsa central de banco”. Os criminosos foram localizados em uma mansão dentro de um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

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A ação faz parte da Operação Central Fantasma, deflagrada em conjunto com as Polícias Civis de Santa Catarina e São Paulo. Na terça-feira (14), outras quatro pessoas já haviam sido presas em cidades paulistas como São Paulo, Guarulhos e Bertioga.

Durante a ação, foram apreendidos celulares, cerca de R$ 80 mil em espécie (dinheiro da foto acima) e um veículo Honda HR-V.

Como funcionava o esquema?

De acordo com as investigações, o grupo se passava por funcionários de instituições financeiras para enganar as vítimas. Com aparência de legitimidade, os golpistas induziam os clientes a acreditar que havia uma fraude em suas contas e, sob esse pretexto, orientavam o fornecimento de senhas, a instalação de aplicativos de acesso remoto ou transferências para contas controladas pela quadrilha.

As investigações começaram em julho de 2024, depois que uma moradora de Florianópolis perdeu cerca de R$ 100 mil em um dos golpes. A partir das diligências, os policiais identificaram os responsáveis, todos residentes em São Paulo.

O levantamento financeiro apontou que o grupo movimentou mais de R$ 25 milhões em três anos, utilizando empresas de fachada para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Os valores eram lavados por meio da compra de veículos, imóveis e artigos de luxo. As autoridades estimam que mais de 200 pessoas em todo o país tenham sido vítimas da quadrilha.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 14 milhões em bens e contas, além da indisponibilidade de imóveis, sequestro de veículos e apreensão de bens de alto valor, como joias, relógios roupas de grife e perfumes importados.

Os investigados vão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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