Professora ferida por ex-aluno de escola em Suzano (SP) perdeu parte do dedo da mão, diz marido
Rita de Cássia estava dando aula de informática quando suspeito tentou abrir a porta da sala em que ela estava e a golpeou com um facão
Sofia Pilagallo
Alô, Você
Agência SBT
A professora ferida por um jovem que invadiu uma escola em Suzano (SP) com um facão, na terça-feira (7), perdeu parte do dedo anelar da mão direita. Rita de Cássia estava dando aula de informática quando Samuel Gomes de Oliveira, de 18 anos, tentou abrir a porta da sala em que ela estava e a golpeou com a arma branca.
A informação foi revelada ao SBT pelo marido de Rita, Alex Blum. Em entrevista ao "Alô, Você" nesta quarta-feira (8), ele contou que, além de ter perdido um dedo, a esposa sofreu diversos ferimentos e lesões em ambas as mãos. Ela está na UTI do Hospital Santa Maria e deve ir para uma unidade de internação convencional ainda nesta terça-feira.
"Ele [o suspeito] olhou para ela e foi para cima dela. Foi golpear na cabeça, ela se defendeu com as mãos da melhor maneira que pôde. Ela pensou nas crianças o tempo todo. Estava sendo golpeada e não estava sentindo nada, só queria expulsar esse cara de dentro da sala. Começou a gritaria, e o pessoal da escola correu para ajudar", afirmou Alex.
"Contiveram o agressor, o levaram para fora e socorreram minha esposa. Ela ficou muito ferida nas mãos — perdeu o dedo anelar da mão direita, teve fraturas e cortes na outra mão. Ainda não sabemos se tudo vai voltar ao normal", acrescentou o marido, ressaltando que a esposa pode ter sofrido danos nos tendões.
Samuel foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após passar por audiência de custódia nesta quarta-feira. No dia do crime, ele usou o facão para ferir a si mesmo após a chegada da polícia e foi socorrido ao pronto-socorro, onde permanece internado sob escolta policial.
Massacre de Suzano
Há pouco mais de sete anos, Suzano viveu uma das maiores tragédias do Brasil envolvendo ataques a escolas. Na manhã do dia 13 de março de 2019, dois jovens, de 17 e 25 anos, invadiram a escola estadual Professor Raul Brasil e abriram fogo contra alunos e funcionários.
Os assassinos, Guilherme Tauci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, mataram sete pessoas, feriram outras 11 e cometeram suicídio na sequência, após a chegada da Força Tática ao local. Ambos foram identificados por testemunhas como ex-alunos da escola.
No local, a Polícia Militar encontrou um revólver 38, uma besta (arma semelhante a um arco e flecha), coquetéis molotov e uma mala com fios. Estudantes que presenciaram o ataque alegaram que os criminosos portavam ainda uma faca e um machado pequeno.
De acordo com a investigação, os agressores eram ativos em fóruns da internet, em que predominam os discursos de ódio, bullying e nazismo. Os policiais concluíram que o ataque foi planejado, mas não identificaram a motivação.









