Erramos: Entenda andamento do caso de PM morta em SP; Justiça decretou sigilo em investigação
Versão anterior do texto dizia que tenente-coronel tinha sido preso; Até o momento, marido não foi colocado como suspeito, segundo fontes com acesso ao caso
Yuri Macri
Gisele Alves Santana, de 32 anos, e Geraldo Leite Rosa Neto | Foto: Reprodução
Erramos: Versão de texto publicada às 22h02 desta terça (10) no site do SBT News dizia que o tenente-coronel tinha sido preso. A informação partiu de autoridades do Ministério Público do Estado de São Paulo e de fontes da Polícia Militar que acompanham o caso. A Polícia Civil, no entanto, negou a informação.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A Justiça de São Paulo determinou que a investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passe a tramitar sob segredo de Justiça. O pedido foi aceito ontem pela juíza responsável pelo caso.
Com a decisão, detalhes do inquérito ficam restritos às autoridades que conduzem a apuração. A investigação segue sob responsabilidade do 8º Distrito Policial, no Brás, na região central da capital paulista.
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. Com o avanço das apurações, a ocorrência passou a ser tratada como morte suspeita. A mudança de tipificação depende exclusivamente da autoridade policial responsável pelo inquérito.
Até o momento, o marido da policial, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, não foi formalmente enquadrado como suspeito. A informação mais recente é que ele estaria em São José dos Campos, no interior paulista.
Segundo fontes ligadas à investigação, os próximos passos do inquérito incluem novas análises técnicas e depoimentos. Caso surjam elementos que indiquem responsabilidade criminal, o militar pode passar a ser considerado suspeito formalmente e até ter a prisão solicitada à Justiça.
Onde está a cápsula?
Outro ponto citado no inquérito policial é a ausência da cápsula da munição no local onde ocorreu o disparo que matou a policial militar Gisele Alves Santana.
De acordo com os registros da investigação, apenas o projétil foi localizado durante a perícia. A bala ficou alojada no crânio da soldado e foi identificada durante o exame necroscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML), que apontou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico provocado por disparo de arma de fogo.
A cápsula da munição, no entanto, não foi encontrada no apartamento. O inquérito aponta que equipes do Corpo de Bombeiros, socorristas e policiais militares estiveram no local da ocorrência e não localizaram o estojo da bala.
A arma envolvida seria uma pistola calibre .40, um tipo de armamento semiautomático. Nesse modelo, após o disparo, a cápsula da munição é automaticamente ejetada pela lateral da arma, caindo normalmente no ambiente próximo ao local do tiro.
Por essa razão, investigadores consideram que, em situações desse tipo, o estojo da munição costuma permanecer no ambiente onde o disparo ocorreu, geralmente no chão ou nas proximidades do atirador. A ausência da cápsula no local passou a ser um dos elementos analisados pela investigação, que tenta esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento no momento do disparo.
Laudo indica lesões no corpo da policial
Documentos obtidos pelo jornalismo do SBT mostram que a Polícia Civil já tinha conhecimento de lesões no corpo da policial desde o dia 19 de fevereiro, data em que foi realizado o exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML).
O laudo necroscópico foi elaborado após requisição do delegado responsável pelo caso no 8º Distrito Policial. O exame foi realizado no IML da capital e analisou o corpo da policial após o óbito registrado no Hospital das Clínicas.
De acordo com o documento, a morte foi causada por traumatismo crânio-encefálico grave provocado por disparo de arma de fogo.
O laudo também descreve outras marcas no corpo da vítima. Entre elas estão marcas ao redor do olho — além de lesões compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço.
Os peritos apontaram ainda marcas semelhantes a arranhões na região do pescoço e escoriações em outras partes do corpo.
O exame também detalha que o ferimento por arma de fogo apresenta características compatíveis com tiro encostado, com entrada do projétil na região frontal direita do crânio e trajetória em ângulo ascendente em direção ao lado esquerdo da cabeça.
Apesar das constatações periciais, o próprio laudo ressalta que a natureza jurídica da morte — se homicídio, suicídio ou outra hipótese — deve ser definida posteriormente pela autoridade policial responsável pela investigação.
A investigação continua sob sigilo judicial.
Erramos: Entenda andamento do caso de PM morta em SP; Justiça decretou sigilo em investigação Versão anterior do texto dizia que tenente-coronel tinha sido preso; Até o momento, marido não foi colocado como suspeito, segundo fontes com acesso ao casoCidades2026-03-11T14:04:24.544ZErramos: Versão de texto publicada às 22h02 desta terça (10) no site do SBT News dizia que o tenente-coronel tinha sido preso. A informação partiu de autoridades do Ministério Público do Estado de São Paulo e de fontes da Polícia Militar que acompanham o caso. A Polícia Civil, no entanto, negou a informação. A Justiça de São Paulo determinou que a investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passe a tramitar sob segredo de Justiça. O pedido foi aceito ontem pela juíza responsável pelo caso. Com a decisão, detalhes do inquérito ficam restritos às autoridades que conduzem a apuração. A investigação segue sob responsabilidade do 8º Distrito Policial, no Brás, na região central da capital paulista. + Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. Com o avanço das apurações, a ocorrência passou a ser tratada como morte suspeita. A mudança de tipificação depende exclusivamente da autoridade policial responsável pelo inquérito. Até o momento, o marido da policial, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, não foi formalmente enquadrado como suspeito. A informação mais recente é que ele estaria em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo fontes ligadas à investigação, os próximos passos do inquérito incluem novas análises técnicas e depoimentos. Caso surjam elementos que indiquem responsabilidade criminal, o militar pode passar a ser considerado suspeito formalmente e até ter a prisão solicitada à Justiça. Onde está a cápsula? Outro ponto citado no inquérito policial é a ausência da cápsula da munição no local onde ocorreu o disparo que matou a policial militar Gisele Alves Santana. De acordo com os registros da investigação, apenas o projétil foi localizado durante a perícia. A bala ficou alojada no crânio da soldado e foi identificada durante o exame necroscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML), que apontou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico provocado por disparo de arma de fogo. A cápsula da munição, no entanto, não foi encontrada no apartamento. O inquérito aponta que equipes do Corpo de Bombeiros, socorristas e policiais militares estiveram no local da ocorrência e não localizaram o estojo da bala. A arma envolvida seria uma pistola calibre .40, um tipo de armamento semiautomático. Nesse modelo, após o disparo, a cápsula da munição é automaticamente ejetada pela lateral da arma, caindo normalmente no ambiente próximo ao local do tiro. Por essa razão, investigadores consideram que, em situações desse tipo, o estojo da munição costuma permanecer no ambiente onde o disparo ocorreu, geralmente no chão ou nas proximidades do atirador. A ausência da cápsula no local passou a ser um dos elementos analisados pela investigação, que tenta esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento no momento do disparo. Laudo indica lesões no corpo da policial Documentos obtidos pelo jornalismo do SBT mostram que a Polícia Civil já tinha conhecimento de lesões no corpo da policial desde o dia 19 de fevereiro, data em que foi realizado o exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML). O laudo necroscópico foi elaborado após requisição do delegado responsável pelo caso no 8º Distrito Policial. O exame foi realizado no IML da capital e analisou o corpo da policial após o óbito registrado no Hospital das Clínicas. De acordo com o documento, a morte foi causada por traumatismo crânio-encefálico grave provocado por disparo de arma de fogo. O laudo também descreve outras marcas no corpo da vítima. Entre elas estão marcas ao redor do olho — além de lesões compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço. + Os peritos apontaram ainda marcas semelhantes a arranhões na região do pescoço e escoriações em outras partes do corpo. O exame também detalha que o ferimento por arma de fogo apresenta características compatíveis com tiro encostado, com entrada do projétil na região frontal direita do crânio e trajetória em ângulo ascendente em direção ao lado esquerdo da cabeça. Apesar das constatações periciais, o próprio laudo ressalta que a natureza jurídica da morte — se homicídio, suicídio ou outra hipótese — deve ser definida posteriormente pela autoridade policial responsável pela investigação. A investigação continua sob sigilo judicial.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/policia-prende-tenente-coronel-casado-com-pm-que-morreu-em-sao-paulo
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação