Cidades

Erramos: Entenda andamento do caso de PM morta em SP; Justiça decretou sigilo em investigação

Versão anterior do texto dizia que tenente-coronel tinha sido preso; Até o momento, marido não foi colocado como suspeito, segundo fontes com acesso ao caso

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Yuri Macri
11/03/2026, 14:04 • Atualizado em 11/03/2026, 20:58
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 Gisele Alves Santana, de 32 anos, e Geraldo Leite Rosa Neto | Foto: Reprodução

Gisele Alves Santana, de 32 anos, e Geraldo Leite Rosa Neto | Foto: Reprodução

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Erramos: Versão de texto publicada às 22h02 desta terça (10) no site do SBT News dizia que o tenente-coronel tinha sido preso. A informação partiu de autoridades do Ministério Público do Estado de São Paulo e de fontes da Polícia Militar que acompanham o caso. A Polícia Civil, no entanto, negou a informação.

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A Justiça de São Paulo determinou que a investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passe a tramitar sob segredo de Justiça. O pedido foi aceito ontem pela juíza responsável pelo caso.

Com a decisão, detalhes do inquérito ficam restritos às autoridades que conduzem a apuração. A investigação segue sob responsabilidade do 8º Distrito Policial, no Brás, na região central da capital paulista.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. Com o avanço das apurações, a ocorrência passou a ser tratada como morte suspeita. A mudança de tipificação depende exclusivamente da autoridade policial responsável pelo inquérito.

Até o momento, o marido da policial, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, não foi formalmente enquadrado como suspeito. A informação mais recente é que ele estaria em São José dos Campos, no interior paulista.

Segundo fontes ligadas à investigação, os próximos passos do inquérito incluem novas análises técnicas e depoimentos. Caso surjam elementos que indiquem responsabilidade criminal, o militar pode passar a ser considerado suspeito formalmente e até ter a prisão solicitada à Justiça.

Onde está a cápsula?

Outro ponto citado no inquérito policial é a ausência da cápsula da munição no local onde ocorreu o disparo que matou a policial militar Gisele Alves Santana.

De acordo com os registros da investigação, apenas o projétil foi localizado durante a perícia. A bala ficou alojada no crânio da soldado e foi identificada durante o exame necroscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML), que apontou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico provocado por disparo de arma de fogo.

A cápsula da munição, no entanto, não foi encontrada no apartamento. O inquérito aponta que equipes do Corpo de Bombeiros, socorristas e policiais militares estiveram no local da ocorrência e não localizaram o estojo da bala.

A arma envolvida seria uma pistola calibre .40, um tipo de armamento semiautomático. Nesse modelo, após o disparo, a cápsula da munição é automaticamente ejetada pela lateral da arma, caindo normalmente no ambiente próximo ao local do tiro.

Por essa razão, investigadores consideram que, em situações desse tipo, o estojo da munição costuma permanecer no ambiente onde o disparo ocorreu, geralmente no chão ou nas proximidades do atirador. A ausência da cápsula no local passou a ser um dos elementos analisados pela investigação, que tenta esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento no momento do disparo.

Laudo indica lesões no corpo da policial

Documentos obtidos pelo jornalismo do SBT mostram que a Polícia Civil já tinha conhecimento de lesões no corpo da policial desde o dia 19 de fevereiro, data em que foi realizado o exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML).

O laudo necroscópico foi elaborado após requisição do delegado responsável pelo caso no 8º Distrito Policial. O exame foi realizado no IML da capital e analisou o corpo da policial após o óbito registrado no Hospital das Clínicas.

De acordo com o documento, a morte foi causada por traumatismo crânio-encefálico grave provocado por disparo de arma de fogo.

O laudo também descreve outras marcas no corpo da vítima. Entre elas estão marcas ao redor do olho — além de lesões compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço.

Os peritos apontaram ainda marcas semelhantes a arranhões na região do pescoço e escoriações em outras partes do corpo.

O exame também detalha que o ferimento por arma de fogo apresenta características compatíveis com tiro encostado, com entrada do projétil na região frontal direita do crânio e trajetória em ângulo ascendente em direção ao lado esquerdo da cabeça.

Apesar das constatações periciais, o próprio laudo ressalta que a natureza jurídica da morte — se homicídio, suicídio ou outra hipótese — deve ser definida posteriormente pela autoridade policial responsável pela investigação.

A investigação continua sob sigilo judicial.

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