Polícia prende casal com mil frascos de medicamentos ilegais vindos do Paraguai no RJ
Entre os itens, estavam canetas emagrecedoras e anabolizantes, além de eletrônicos e perfumes; material é avaliado em cerca de R$ 150 mil
SBT Brasil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante um casal ligado ao transporte de carga de produtos irregulares em um ônibus de turismo que vinha do Paraguai. Entre os itens estavam mil frascos de medicamentos ilegais no Brasil, como canetas emagrecedoras e anabolizantes, além de eletrônicos e perfumes.
A abordagem ocorreu na BR-040, rodovia que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro. O material, avaliado em cerca de R$ 150 mil, foi encontrado dentro de malas e caixas no compartimento de bagagens do veículo e será submetido à perícia.
O casal vai responder por falsificação e venda de medicamentos irregulares. Nas redes sociais, uma das investigadas, identificada como Ingrid Mariano, aparece em vídeos divulgando e aplicando as chamadas canetas emagrecedoras.
Os demais ocupantes do ônibus foram levados para a delegacia para prestar depoimento. Após análise, quem apresentou nota fiscal teve os produtos liberados.
O delegado responsável pelo caso, Victor Tuttman, afirmou que a polícia agora tenta rastrear a origem e o destino final da carga.
"Agora nós temos que identificar a origem e para onde todos esses produtos iriam, quem iria adquirir, o mercado...", disse o delegado.
Risco à saúde e alerta da Anvisa
Especialistas alertam que o uso de medicamentos irregulares pode causar complicações graves, especialmente no caso de substâncias injetáveis como as canetas emagrecedoras.
O médico Henrique Passos explica que há riscos de infecção e até hipoglicemia em casos de uso sem controle.
"Uma contaminação, o risco de infecção bacteriana... pode acontecer uma hipoglicemia, e principalmente você não saber se está tomando a tirzepatida verdadeira ou falsa", afirmou.
A Anvisa intensificou a fiscalização para conter o mercado irregular e passou a adotar medidas mais rígidas, como interdição imediata de estabelecimentos que não comprovem a procedência dos produtos.









