Polícia

PGR reforça pedido de informações ao governo do Rio após megaoperação

Paulo Gonet, procurador-geral da República, responde ordem de Moraes que deu 24h para a procuradoria se manifestar sobre petição enviada pelo CNDH

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Procurador-geral da República, Paulo Gonet | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quarta-feira (29) e reforçou pedido de informações sobre atuação do governo estadual do Rio de Janeiro na megaoperação deflagrada na terça (28).

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Em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que já pediu explicações ao governador Cláudio Castro (PL) sobre a operação nos complexos da Penha e do Alemão.

Nesta quarta-feira (29), o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) solicitou que o STF pedisse ao governo estadual respostas sobre a realização da operação e as providências que estão sendo tomadas.

Em resposta, a PGR informou que os esclarecimentos solicitados pelo CNDH foram, em grande parte, "já requeridos pela pronta atuação de acompanhamento levada a cabo pelo coordenador do Grupo de Trabalho criado em decorrência da deliberação específica do STF".

"A Procuradoria-Geral da República reitera os mesmos pedidos de informações deduzidos pelo Coordenador do Grupo, o procurador regional da República e membro do Conselho Nacional do Ministério Público, dr. Antônio Edílio Magalhães Teixeira, com os acréscimos de indagações do CNDH", disse o procurador-geral.

Horas após a operação, Alexandre de Moraes determinou na terça (28) que a PGR se manifestasse em até 24 horas sobre pedido do conselho, no âmbito das regras definidas pelo STF.

Em abril, a Corte homologou um conjunto de regras que definem como as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro devem ser realizadas, conhecidas como ADPF das Favelas.

O então ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou e deixou o STF, era relator da ADPF. Moraes assumiu temporariamente a posição.

O que o grupo de trabalho quer saber:

  • Preservação do local para a realização de perícia e conservação dos vestígios do crime;
  • Comunicação imediata ao Ministério Público;
  • Atuação da polícia técnico-científica, mediante o envio de equipe especializada ao local devidamente preservado, para realização das perícias, liberação do local e remoção de cadáveres;
  • Acompanhamento pelas corregedorias das polícias Civil e Militar;
  • Utilização de câmeras corporais pelos agentes de segurança pública;
  • Utilização de câmeras nas viaturas policiais;
  • Justificação e comprovação da prévia definição do grau de força adequado à operação;
  • Observância das diretrizes constitucionais relativas à busca domiciliar;
  • Presença de ambulância, com a indicação precisa do local em que o veículo permaneceu durante a operação;
  • Observância rigorosa do princípio da proporcionalidade no uso da força, em especial nos horários de entrada e saída dos estabelecimentos educacionais. Em caso negativo, solicita-se informar as razões concretas que tenham tornado necessária a realização das ações nesses períodos;
  • Necessidade e justificativa, se houver, para utilização de estabelecimentos educacionais ou de saúde como base operacional das forças policiais, bem como eventual comprovação de uso desses espaços para a prática de atividades criminosas que tenham motivado o ingresso das equipes.

Megaoperação

Na última terça-feira (28), uma megaoperação das forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro, nos Complexos da Penha e do Alemão, deixou ao menos 132 mortos e 81 presos até o momento.

A ação, parte da chamada Operação Contenção, foi justificada pela necessidade de desarticular lideranças do Comando Vermelho (CV) na região. Cerca de 2.500 policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e busca na região.

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