Menina de 11 anos morre após choque elétrico em condomínio de SP; subsíndico é indiciado
Criança brincava de esconde-esconde quando entrou em casa de máquinas com fios expostos; caso ocorreu em Interlagos, na zona sul de São Paulo
SBT Brasil
Uma brincadeira de criança terminou em tragédia em um condomínio na zona sul de São Paulo. Giovana Rodrigues da Silva, de 11 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica dentro da casa de máquinas da piscina do prédio onde morava, no bairro de Interlagos.
Segundo a família, a menina brincava de esconde-esconde com outras crianças quando entrou no local e tocou em fios que estavam expostos. Ela foi encontrada já sem vida. O caso aconteceu há quase um ano e segue sob investigação.
Giovana foi vista pela última vez entrando na casa de máquinas da piscina do condomínio. No local, segundo a investigação, não havia isolamento adequado na fiação elétrica, o que teria provocado o choque fatal.
Após o acidente, a área foi isolada. Vídeos feitos no condomínio mostram que o espaço não tinha portão de proteção na época. De acordo com moradores, a estrutura de isolamento só foi instalada recentemente, menos de um mês atrás.
A polícia indiciou o subsíndico do condomínio, Edgar Cavalcante da Cunha, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A defesa da família, porém, afirma que outras pessoas responsáveis pela manutenção do condomínio também devem ser investigadas.
"O que nós vemos aqui é que todos querem se esquivar da responsabilidade, atribuindo a culpa para outra pessoa", afirmou o advogado da família, Rodrigo Estrada.
Especialistas em direito condominial explicam que a responsabilidade pela conservação das áreas comuns costuma ser do síndico.
Segundo o advogado Arthur Rollo, quando há omissão na manutenção, pode haver responsabilização civil e até criminal.
Um morador do condomínio, que também trabalha com manutenção, registrou imagens do local dois dias antes do acidente.
Nas fotos, é possível ver galões espalhados e fios aparentes na área da casa de máquinas.
"Estava bem bagunçado, galões para todo lado. Realmente perigoso. Tinham muitos fios expostos", relatou o morador Alexandre Gonçalves. Segundo ele, a perícia confirmou que a instalação elétrica não poderia estar naquele estado.
O pai da menina, Lindomar Rodrigues, afirma que a família vive uma angústia diária enquanto aguarda o desfecho do caso.
"É uma angústia diária. A justiça não é no nosso tempo, mas a gente não quer que fique sem solução", disse.









