Economia

Novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor; veja o que muda

Atualização visa ampliar o acesso ao financiamento habitacional diante da evolução do salário mínimo

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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor | Pexels

Começa a valer nesta quarta-feira (22) as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças englobam a ampliação do limite de renda familiar, bem como do teto do valor dos imóveis.

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As alterações foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), responsável por financiar os imóveis do programa. A partir de agora, a iniciativa passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, ampliando o alcance para a classe média.

Veja os novos limites por renda familiar:

  • Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
  • Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
  • Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
  • Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

Com a atualização, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com a redução nas taxas de juros em seu financiamento habitacional. Isso porque os juros cobrados dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Uma família com renda mensal de R$ 4,9 mil, por exemplo, migra da faixa 3 para a faixa 2, o que fará a taxa de juros cair de 7,66% para 6,5%.

Outra mudança no programa envolve a ampliação do valor máximo dos imóveis financiáveis, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. O teto das faixas 3 e 4 foi de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. O valor máximo dos imóveis nas faixas 1 e 2, por sua vez, seguem em R$ 275 mil, conforme atualização publicada no começo do ano.

Os principais bancos que financiam o Minha Casa, Minha Vida são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. No caso da Caixa, interessados em financiar um imóvel pelo programa podem realizar simulações através do site do banco ou do aplicativo Habitação Caixa. A simulação é gratuita e permite ao interessado avaliar a melhor condição de financiamento antes de iniciar a contratação.

Segundo o Conselho Curador do FGTS, as mudanças buscam atualizar os parâmetros do programa diante da evolução do salário mínimo e ampliar o acesso ao financiamento habitacional. O impacto estimado é de R$ 500 milhões em subsídios e cerca de R$ 3,6 bilhões em recursos onerosos, com parte dos valores sendo absorvida pelo Fundo Social.

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