Influenciadora é suspeita de divulgar apostas ilegais
Adrielly Maciel é alvo de operação da PCDF; ela é conhecida na cidade por ser proprietária de uma grande distribuidora de bebidas local


PCDF em operação contra influenciadora | Foto: divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), uma operação contra a influenciadora digital e empresária Adrielly Maciel, moradora de Brazlândia, suspeita de promover plataformas ilegais de apostas e cassinos online, além de possível envolvimento em lavagem de dinheiro.
A investigação é conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia e apura a suposta utilização de pessoas jurídicas para ocultação e dissimulação de valores oriundos da atividade investigada. Adrielly Maciel possui mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e é conhecida na cidade por ser proprietária de uma grande distribuidora de bebidas local.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de indisponibilidade patrimonial autorizadas pelo Poder Judiciário. Também foi determinada a extração de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos. De acordo com a PCDF, as investigações identificaram intensa divulgação de plataformas de apostas por meio das redes sociais da influenciadora. A atividade, segundo a polícia, era exercida de forma contínua e acompanhada pela frequente exposição de um elevado padrão de vida e ostentação patrimonial.
No decorrer da apuração, a corporação identificou movimentação financeira superior a R$ 1,2 milhão em menos de seis meses, valor considerado incompatível, em tese, com a capacidade econômica formalmente identificada da investigada.
Ainda segundo a polícia, a análise financeira revelou centenas de operações de crédito e débito realizadas de forma pulverizada, com sucessivos recebimentos e repasses de dinheiro a terceiros. O padrão, conforme a investigação, seria compatível com mecanismos destinados a dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
As movimentações ocorreram principalmente por meios eletrônicos, especialmente por transferências instantâneas. A investigação também apontou transações envolvendo empresa vinculada à investigada, além de aplicações financeiras e outras operações que ainda serão aprofundadas para esclarecimento da origem e finalidade econômica dos recursos.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela adoção de medidas cautelares patrimoniais, deferidas pela Justiça. Na manhã desta terça-feira, os agentes cumpriram as ordens judiciais em Brazlândia, incluindo o bloqueio de até R$ 607 mil em ativos financeiros vinculados à investigada.
As investigações continuam para apurar, em tese, a prática dos crimes de exploração de jogos de azar, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.















