Governo do Paraná divulga imagens da cela de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
Espaço de 6 m² em presídio de Ponta Grossa foi vistoriado por autoridades a pedido do ministro Alexandre de Moraes

Warley Júnior
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná divulgou imagens da cela onde está preso Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O espaço fica na Casa de Custódia Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR), a 117 km da capital Curitiba. O espaço passou por vistoria de autoridades estaduais.
Representantes da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, do Ministério Público do Paraná e da OAB-PR participaram da inspeção. A vistoria foi realizada a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Segundo os órgãos que acompanharam a visita, a cela tem cerca de 6 metros quadrados, banheiro individual, chuveiro e duas camas em formato de beliche. O local também conta com mesa, cadeira, ventilador e uma televisão de 20 polegadas levados pela família. Os banhos de sol são feitos numa área anexa.
Ainda de acordo com o relatório da vistoria, o espaço fica afastado dos demais presos e atende aos parâmetros mínimos exigidos para pessoas privadas de liberdade. As autoridades informaram que não foram identificados problemas relacionados à alimentação, saúde, visitas ou atendimento jurídico.

Condenação de Filipe Martins
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi réu no julgamento do chamado “núcleo 2” da trama investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a denúncia, esse núcleo tinha a função de operacionalizar a tentativa de golpe e seria composto também por Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal; Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; Mário Fernandes, general da reserva do Exército; e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com a PGR, os integrantes do grupo teriam oferecido apoio jurídico, operacional e de inteligência à tentativa de golpe de Estado, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”, documento que previa a decretação de um estado de exceção no país. No caso específico de Filipe Martins, a acusação sustenta que ele teria elaborado uma das versões da minuta, o que é negado pela defesa.









