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Corpo de jovem desaparecida é achado amarrado em MG

Beatriz Mota sumiu há 12 dias; ex-namorado e atual foram presos por feminicídio e polícia apura uso de soda cáustica e tortura

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Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, estava desaparecida há 12 dias | Redes Sociais / Reprodução

Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, estava desaparecida há 12 dias | Redes Sociais / Reprodução

O corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi encontrado com sinais de extrema violência e crueldade nesta quarta-feira (21), no município de Jaboticatubas, na região metropolitana de Belo Horizonte. A jovem estava desaparecida havia 12 dias.

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Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que trata o caso como feminicídio premeditado, que é o assassinato cometido contra uma mulher por razões da condição do sexo feminino e planejado com antecedência. O ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, foram presos em flagrante. Os dois são suspeitos de planejar, executar o assassinato e esconder o cadáver.

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O corpo de Beatriz foi localizado em uma região isolada e em obras conhecida como "loteamento de portugueses". A polícia chegou até o ponto exato depois que uma adolescente de 15 anos, que estava dentro do carro com os suspeitos no momento do crime, cedeu aos apelos do próprio pai e revelou a localização aproximada aos investigadores.

Durante as buscas na mata, agentes da Divisão de Pessoas Desaparecidas perceberam sinais recentes de terra remexida, o que chamou a atenção da equipe. O delegado Alexandre Fonseca detalhou o cenário encontrado:

"Fomos para essa região, é uma área de mata, uma área descampada e aberta. O investigador Jean, percorrendo essa área, encontrou uma terra rebatida. O corpo não estava aparente. Foi aberta uma cova ali, de baixa a média profundidade. Ele identificou essa terra rebatida e moscas sobre a terra. Fizemos uma escavação e já identificamos a presença do corpo de uma pessoa do sexo feminino. Em paralelo, no entorno desse local, nós encontramos o chinelo da Beatriz e a capa do seu celular", relatou o delegado.

Ao retirarem a vítima da cova, os policiais constataram que ela estava com as mãos e os pés amarrados. A confirmação oficial da identidade foi feita inicialmente por meio de uma tatuagem que Beatriz tinha na perna.

Suspeita de tortura e uso de soda cáustica

A Polícia Civil abriu linhas de apuração para checar se Beatriz foi submetida a sessões de tortura física antes de morrer. Familiares da vítima relataram a suspeita de que os criminosos tenham despejado substâncias corrosivas sobre o corpo, como soda cáustica, produto químico de forte ação destrutiva.

A delegada titular de Jaboticatubas, Anala Leles, explicou que a confirmação médica depende de laudos científicos que estão sendo elaborados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelo Instituto de Criminalística:

"A gente precisa aprofundar a investigação neste sentido e precisamos aguardar o resultado dos laudos periciais, principalmente os laudos da perícia criminal e do Instituto Médico Legal, para verificar quanto ao aspecto de ter elementos de soda cáustica no corpo", esclareceu a delegada.

Repúdio policial diante da frieza do casal

O delegado responsável pela coordenação da operação, Dr. Júlio, destacou o impacto do caso até mesmo entre os policiais mais experientes da corporação, classificando a atitude dos suspeitos como desumana:

"É um caso asqueroso. É um caso que chocou não só a sociedade, mas os nossos profissionais de polícia. Todos que trabalharam incessantemente no caso ficaram bem impactados com a crueldade, com a certeza de até onde pode chegar o limite do ser humano em fazer o mal. A gente está falando de um casal de assassinos, um homem e uma mulher que matam e ocultam o corpo com requintes de crueldade", afirmou.

Samuel e Carla Luíza seguem detidos à disposição do Poder Judiciário e vão responder pelos crimes de homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver.

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