Caso Gisele: São Paulo Previdência nega que filha de soldado estaria recebendo pensão com valores incompatíveis
Nas redes, o advogado da mulher, José Miguel da Silva, afirmou que o valor mensal do benefício ficou em torno de R$ 2.100, 'longe dos R$ 2.500 esperados'

Sofia Pilagallo
Agência SBT
A São Paulo Previdência (SPPREV) rebateu informações do advogado de Gisele Alves Santana, morta pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de que a filha da soldado estaria recebendo pensão com valores incompatíveis. A pensão à filha da militar foi paga na quarta-feira (8), no valor de R$ 7.100.
Nas redes sociais, o advogado de Gisele, José Miguel da Silva, afirmou que o valor mensal da pensão ficou em torno de R$ 2.100, "longe dos R$ 2.500 esperados". Ele acreditava que os R$ 7.100 recebidos eram referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março, mas a SSPREV explicou que o mês de janeiro não entrou no cálculo.
Segundo a SPPREV, o pagamento da pensão foi calculado a partir do dia 18 de fevereiro, data da morte de Gisele, e inclui o valor integral referente ao mês de março, atendendo o que especifica a legislação. De acordo com o órgão, é incorreto considerar o cálculo a partir de janeiro, uma vez que esse período antecede a data do óbito.
"O cálculo do pagamento observa a legislação federal e estadual vigente. O primeiro crédito considerou o período proporcional do mês de fevereiro, a partir do falecimento da policial militar Gisele Alves Santana, ocorrido no dia 18, bem como o mês integral de março", escreveu a SSPREV em nota.
O órgão afirmou que não pode divulgar o valor que será pago em abril, pois a beneficiada é menor de idade, o que violaria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A partir de abril, a pensão da filha de Gisele será paga mensalmente, calculada com base na remuneração recebida pela policial na data da morte.
Relembre o caso
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, dentro do apartamento que morava com Rosa Neto, na região central de São Paulo. Inicialmente, o caso era tratado como suicídio, mas a investigação apontou que ela foi vítima de feminicídio, tornando o marido réu pelo crime.
Segundo relatório ao qual o SBT News teve acesso, provas indicam que Rosa Neto surpreendeu Gisele por trás. Ele teria segurado o rosto/mandíbula da esposa com a mão esquerda, enquanto apoiava a arma, com a mão direita, para a têmpora dela. Após o disparo, o tenente-coronel teria colocado o corpo no chão.
A cena do crime foi manipulada depois, segundo o relatório. Houve escoamento de sangue e indícios de alterações posteriores, como a posição da arma na mão de Gisele. Rosa Neto também teria tomado banho após o crime, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de vestígios.
A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo pediram a prisão preventiva de Rosa Neto em 17 de março. No dia seguinte, a Justiça Militar autorizou a prisão, bem como a apreensão de aparelhos celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas com a Polícia Civil.
Rosa Neto foi detido na manhã do dia 18, quando um comboio com agentes da corregedoria, com apoio da Polícia Civil, chegou a seu apartamento, em São José dos Campos (SP). Ele saiu escoltado do local, foi conduzido à sede da corregedoria, no centro de São Paulo e, posteriormente, transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.









