Casal é executado com mais de 25 tiros em SP; polícia aponta guerra entre facção e milícia
Homem apontado como liderança de facção paulista foi executado ao lado da esposa na zona sul de SP; crime pode ser retaliação


Fabio Diamante
Robinson Cerantula
Um casal foi executado com mais de 25 tiros dentro de um carro de luxo no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, nesta segunda-feira (13).
As vítimas foram Luiz Carlos Moreno do Carmo, conhecido como “Cirilo”, e a esposa, Samantha Silva Alexandre do Carmo.
De acordo com a investigação, Cirilo era integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e pode ter sido morto por vingança. Ele ocupava uma posição de liderança dentro do grupo, conhecida como “sintonia”, e havia deixado a prisão no dia 29 de janeiro.
Segundo a polícia, o casal estava em uma festa e saiu com um carro de luxo para dar uma volta. A intenção de Cirilo seria avaliar a compra do veículo.
Ao retornarem ao local, um carro branco, com três suspeitos, emparelhou com o veículo das vítimas. Os criminosos, armados com pistolas, efetuaram mais de 25 disparos e fugiram em seguida.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o casal ainda com vida. As vítimas foram socorridas, mas não resistiram aos ferimentos.
No local, a perícia encontrou poucas pistas. Uma câmera de segurança próxima não estava funcionando, e os celulares das vítimas desapareceram.

Crime pode ter ligação com guerra entre facção e milícia
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime esteja ligado à disputa entre o PCC e uma milícia formada por policiais e ex-policiais, conhecida como “Pés de Pato”.
O conflito na região começou em 2022, após o assassinato de Manoel Paulo da Silva Júnior, apontado como líder do grupo miliciano.
Ele controlava atividades ilegais, como o “gatonet”, sistema clandestino de TV por assinatura em comunidades.
Investigadores avaliam que o assassinato pode ser uma retaliação da milícia, que teria perdido o controle de comunidades da zona sul para o crime organizado.
Outros dois integrantes do PCC foram mortos recentemente na mesma região, em circunstâncias semelhantes.
A polícia não descarta novos episódios de violência.









