Câmeras com reconhecimento facial serão usadas no combate ao feminicídio em SP
Tecnologia ajudou a capturar mais de 500 foragidos e agora foca na proteção a mulheres ameaçadas
B
M
Bruna Macedo , Majô Gondim
Câmeras de rua em SP | Reprodução
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
As câmeras de reconhecimento facial espalhadas pelas ruas da capital paulista e que já auxiliaram na captura de centenas de foragidos da Justiça serão também utilizadas no combate ao feminicídio. A nova aplicação da tecnologia busca reforçar a proteção a mulheres que possuem medidas protetivas contra agressores.
No último ano, os crimes contra mulheres atingiram um recorde histórico no estado. Entre os casos já registrados, está o de Edivani de Oliveira Daniel, assassinada de forma cruel, há 20 anos pelo ex-cunhado, Roberto Carlos Rodrigues. Ele ateou fogo na casa onde a vítima estava com os filhos, causando a morte de Edivani, que teve 70% do corpo queimado.
A filha também sofreu queimaduras, mas sobreviveu. Condenado a 20 anos de prisão, o criminoso cumpriu sete e, em liberdade, voltou a ameaçar a família, que solicitou uma nova medida protetiva.
"Ele mandou mensagens pelas redes sociais para minha sobrinha. E nós temos apenas um papel nas mãos, que é uma medida protetiva. Se ele aparecer, o que vai dar tempo de fazer?", questionou a irmã da vítima.
Nos últimos seis meses, as câmeras inteligentes ajudaram na prisão de 552 foragidos. Para que o sistema passe a identificar também rostos de agressores de mulheres, é necessário que o governo do estado forneça as informações das medidas protetivas.
A expectativa é que o projeto ajude a reduzir o número de crimes contra mulheres. As mais de 23 mil câmeras espalhadas pela cidade devem detectar, por meio do reconhecimento facial, quando um agressor ultrapassar o limite estipulado pela medida protetiva, especialmente se estiver usando tornozeleira eletrônica. Caso isso ocorra, um alerta será enviado à central de monitoramento, acionando a polícia em tempo real.
"O que queremos é que um alarme seja disparado em tempo real e a viatura mais próxima atenda rapidamente a essa mulher", afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, mais de 221 mil mulheres e meninas sofreram violência no Brasil. Em São Paulo, os feminicídios bateram um recorde histórico, com 226 casos registrados entre janeiro e novembro, um aumento de 16% em relação a 2023, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
Câmeras com reconhecimento facial serão usadas no combate ao feminicídio em SPTecnologia ajudou a capturar mais de 500 foragidos e agora foca na proteção a mulheres ameaçadasCidades2025-01-30T00:05:07.001Z As câmeras de reconhecimento facial espalhadas pelas ruas da capital paulista e que já auxiliaram na captura de centenas de foragidos da Justiça serão também utilizadas no combate ao feminicídio. A nova aplicação da tecnologia busca reforçar a proteção a mulheres que possuem medidas protetivas contra agressores. No último ano, . Entre os casos já registrados, está o de Edivani de Oliveira Daniel, assassinada de forma cruel, há 20 anos pelo ex-cunhado, Roberto Carlos Rodrigues. Ele ateou fogo na casa onde a vítima estava com os filhos, causando a morte de Edivani, que teve 70% do corpo queimado. A filha também sofreu queimaduras, mas sobreviveu. Condenado a 20 anos de prisão, o criminoso cumpriu sete e, em liberdade, voltou a ameaçar a família, que solicitou uma nova medida protetiva. "Ele mandou mensagens pelas redes sociais para minha sobrinha. E nós temos apenas um papel nas mãos, que é uma medida protetiva. Se ele aparecer, o que vai dar tempo de fazer?", questionou a irmã da vítima. Nos últimos seis meses, as câmeras inteligentes ajudaram na prisão de 552 foragidos. Para que o sistema passe a identificar também rostos de agressores de mulheres, é necessário que o governo do estado forneça as informações das medidas protetivas. A expectativa é que o projeto ajude a reduzir o número de crimes contra mulheres. As mais de 23 mil câmeras espalhadas pela cidade devem detectar, por meio do reconhecimento facial, quando um agressor ultrapassar o limite estipulado pela medida protetiva, especialmente se estiver usando tornozeleira eletrônica. Caso isso ocorra, um alerta será enviado à central de monitoramento, acionando a polícia em tempo real. "O que queremos é que um alarme seja disparado em tempo real e a viatura mais próxima atenda rapidamente a essa mulher", afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, mais de 221 mil mulheres e meninas sofreram violência no Brasil. Em São Paulo, os feminicídios bateram um recorde histórico, com 226 casos registrados entre janeiro e novembro, um aumento de 16% em relação a 2023, segundo a Secretaria da Segurança Pública. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/cameras-com-reconhecimento-facial-serao-usadas-no-combate-ao-feminicidio-em-sp
Saiba como funcionará o impedimento semiautomático da CBF
CBF implementa o impedimento semiautomático na Série A a partir desta rodada. Sistema promete decisões mais rápidas e precisas em lances de impedimento