Cidades

Brigadeiro envenenado: polícia diz que cartomante foi beneficiada financeiramente com o crime

Suany Breschack era conselheira espiritual de Júlia Cathermol Pimenta, suspeita de matar o namorado, Marcelo Ormond, com um brigadeirão envenenado

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SBT Brasil
03/06/2024, 23:07 • Atualizado em 03/06/2024, 23:42
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Brigadeiro envenenado: polícia diz que cartomante foi beneficiada financeiramente com o crime

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A polícia ouviu, nesta segunda-feira (3), novas testemunhas do caso do empresário morto após comer um doce envenenado pela namorada, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os depoimentos comprovam que a conselheira espiritual da suspeita do assassinato, Suyany Breschack, foi beneficiada financeiramente com o crime.

O ex-marido da cartomante foi ouvido na delegacia e revelou conversas que teve com ela. Em uma das mensagens, ela oferece armas, além de um carro, que pertenciam ao empresário morto. "Ela mandou um áudio pra minha mãe falando que ia se envenenar e matar os meus dois filhos. Porque, se realmente, o rapaz for comprovado que morreu por envenenamento, ela ia fazer a mesma coisa com os meus filhos", diz.

Suany era conselheira espiritual de Júlia Cathermol Pimenta, suspeita de matar o namorado, Marcelo Ormond, com um brigadeirão envenenado e passar pelo menos três dias com o cadáver.

"Ela falou pra mim que ela ainda tava no apartamento, que ela não tava aguentando cheiro, mas que ela tava passando água sanitária no chão", disse Suyany em depoimento.

O delegado que investiga o caso, Marcos Buass, acredita que a cartomante se beneficiou com o crime. "Temos elementos que levam a crer que a Suyany sabia do plano criminoso da Júlia e que ela foi a destinatária de todos esses bens”, afirma em entrevista ao SBT Brasil.

O advogado da cartomante, Etevaldo Viana Tedeschi, nega que a cliente foi a mentora intelectual do crime. "A Suyany não teve essa participação, porque era interessante para ela que o relacionamento dos dois permanecesse, permanecesse”, diz.

Em depoimento, antes de ser considerada suspeita da morte, Júlia alegou que o namorado tinha problemas respiratórios. "Ele roncava muito e às vezes parecia que estava sufocado, era horroroso. Eu cheguei a falar, vai numa clínica do sono, porque isso não é normal”, disse a suspeita.

Marcelo e Júlia haviam se relacionado no passado e reataram por insistência dela, como comprova a mensagem do empresário, enviado a um amigo. "Eu precisava de um papo franco e honesto. Saber quais eram as intenções dela, o que ela estava pretendendo da vida, se tava querendo dar uma de esperta”, diz a mensagem enviada pelo empresário.

A polícia também ouviu dois funcionários da farmácia onde Júlia obteve remédios controlados, possivelmente usados para envenenar o brigadeirão que deu a Marcelo. Segundo as testemunhas, ela comprou o analgésico com morfina, no próprio CPF, e com receita médica.

Um outro namorado de Júlia também foi chamado para depor, mas não quis gravar entrevista. Ela continua foragida.

Relembre o caso:

Corpo do empresário foi encontrado em estado de decomposição no dia 20 de maio | Reprodução
Corpo do empresário foi encontrado em estado de decomposição no dia 20 de maio | Reprodução

O corpo do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond foi encontrado em estado de decomposição no dia 20 de maio. De acordo com a investigação da polícia, Júlia Andrade Cathermol Pimenta teria envenenado o companheiro com o doce três dias antes, no dia 17 de maio.

Imagens das câmeras de segurança do apartamento onde os dois moravam mostram o casal no dia do crime a caminho de casa. O homem aparece sonolento e tossindo, com um prato na mão – a "arma" do crime.

Além de Suyany Breschak, o amigo dela, Victor Ernesto de Souza Chaffin, também foi preso pelo crime de receptação por estar com o carro do empresário na Região dos Lagos. Até a publicação desta matéria, Júlia Andrade permanecia considerada como foragida da Justiça.

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