Política

Flávio e Eduardo Bolsonaro pressionam EUA a classificar facções brasileiras como terroristas, diz jornal

Reportagem do "The New York Times" afirma que governo Trump avalia medida após pressão dos filhos e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro

• Atualizado em

Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, trabalham há meses para que o governo de Donald Trump classifique as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A informação foi publicada nesta sexta-feira (27) pelo jornal norte-americano The New York Times.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

De acordo com a publicação, após a pressão dos filhos e de aliados de Bolsonaro, os Estados Unidos avaliam a medida, que já foi adotada com diversas outras gangues latino-americanas, como os cartéis mexicanos.

Ao jornal, Flávio Bolsonaro disse não apoiar interferência estrangeira para resolver problemas internos do Brasil, mas defendeu “cooperação internacional” no combate ao crime. Eduardo Bolsonaro não respondeu.

O The New York Times lembra que Flávio viajou a Washington no ano passado e se reuniu com autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado. Ele foi acompanhado por Eduardo Bolsonaro.

Durante a visita, Flávio teria apresentado um relatório sobre a atuação das facções no Brasil e nos EUA, incluindo supostos esquemas de tráfico de armas e lavagem de dinheiro, afirma o jornal.

"Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano em nota oficial emitida neste mês.

O movimento encabeçado pelo Departamento de Estado é visto com preocupação pelo governo do Brasil, que receia interferências externas e até ações militares dos Estados Unidos, nos moldes do que aconteceu na Venezuela.

Últimas Notícias