Câmara aprova convocação de Mauro Vieira para explicar posição do Brasil sobre conflito no Irã
Oposição questiona notas do Itamaraty que condenou ataque dos EUA e Israel e manifestou preocupação sobre ações iranianas contra países do Golfo
Jessica Cardoso
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira | Lula Marques/ Agência Brasil
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara aprovou, em votação simbólica nesta terça-feira (3), a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a posição do Brasil diante do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.A data do comparecimento ainda será definida.
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O requerimento foi apresentado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE) e contou com apoio da bancada bolsonarista, em meio à ausência de parlamentares da base governista na comissão.
O parlamentar questionou a condução diplomática do governo brasileiro após a escalada de hostilidades na região.
Na avaliação de Valadares, “há uma assimetria de posicionamento por parte do Brasil que suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”.
Ele afirmou que o Itamaraty foi ágil ao condenar os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, mas não demonstrou a mesma rapidez ao se manifestar sobre as ações iranianas contra países do Golfo, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait.
A convocação ocorre após a divulgação de duas notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores, com posicionamentos sobre diferentes momentos da escalada militar.
Na primeira manifestação, publicada após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o governo brasileiro condenou as ações e expressou “grave preocupação” com a ofensiva, destacando que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.
Horas depois, diante dos ataques iranianos contra países do Golfo, o Itamaraty divulgou nova nota. Nela, o governo afirmou ter “profunda preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo”, classificando a situação como ameaça à paz e à segurança internacionais.
O Brasil também condenou medidas que violem a soberania de outros países ou ampliem o conflito e registrou solidariedade às nações atingidas pelos ataques retaliatórios do Irã.
Câmara aprova convocação de Mauro Vieira para explicar posição do Brasil sobre conflito no IrãOposição questiona notas do Itamaraty que condenou ataque dos EUA e Israel e manifestou preocupação sobre ações iranianas contra países do GolfoPolítica2026-03-03T22:44:26.427ZA Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara aprovou, em votação simbólica nesta terça-feira (3), a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a posição do Brasil diante do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A data do comparecimento ainda será definida. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE) e contou com apoio da bancada bolsonarista, em meio à ausência de parlamentares da base governista na comissão. O parlamentar questionou a condução diplomática do governo brasileiro após a escalada de hostilidades na região. Na avaliação de Valadares, “há uma assimetria de posicionamento por parte do Brasil que suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”. Ele afirmou que o Itamaraty foi ágil ao condenar os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, mas não demonstrou a mesma rapidez ao se manifestar sobre as ações iranianas contra países do Golfo, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait. A convocação ocorre após a divulgação de duas notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores, com posicionamentos sobre diferentes momentos da escalada militar. Na , publicada após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o governo brasileiro condenou as ações e expressou “grave preocupação” com a ofensiva, destacando que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes. Horas depois, diante dos ataques iranianos contra países do Golfo, o Itamaraty divulgou . Nela, o governo afirmou ter “profunda preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo”, classificando a situação como ameaça à paz e à segurança internacionais. O Brasil também condenou medidas que violem a soberania de outros países ou ampliem o conflito e registrou solidariedade às nações atingidas pelos ataques retaliatórios do Irã. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/camara-aprova-convocacao-de-mauro-vieira-para-explicar-posicao-do-brasil-sobre-conflito-no-ira
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