Abin aponta risco de interferência externa e envolvimento do crime organizado nas eleições de 2026
Relatório diz que há possibilidade de campanhas de desinformação sofisticadas e influência de milícias e facções que controlam territórios
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Murillo Otavio
A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) realiza cerimônia comemorativa dos 25 anos da instituição Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) diz que há risco de interferência externa e envolvimento do crime organizado nas eleições de 2026. As observações do órgão constam no relatório anual “Desafios de Inteligência – Edição 2026” divulgado nesta quarta-feira (3).
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Elaborado por analistas da Abin, em colaboração com especialistas de universidades, instituições de pesquisa e agências governamentais, o objetivo do documento é fornecer às autoridades e à sociedade uma visão sobre os principais riscos à segurança do país, sobretudo no período eleitoral.
O relatório enfatiza que a possibilidade de interferência externa no processo brasileiro é um fator de risco que não pode ser subestimado.
Essas interferências podem acontecer desde campanhas de desinformação sofisticadas, muitas utilizando manipulação por redes sociais, até ataques cibernéticos diretos à infraestrutura eleitoral.
Outras táticas incluem o financiamento oculto de grupos políticos e movimentos antidemocráticos, bem como o aprofundamento da polarização social.
Paralelamente, a agência manifesta grande preocupação com a atuação do crime organizado, especialmente de milícias e facções que controlam territórios.
Segundo o relatório, essa influência se manifesta de algumas formas, como o financiamento de campanhas e na coação de eleitores, quanto na indicação de candidatos próprios, podendo chegar, em casos extremos, à eliminação de adversários políticos.
Por fim, o documento contextualiza que o Brasil já enfrenta desafios à estabilidade institucional e à democracia. O relatório lembra que, desde 2018, a propagação recorrente de desinformação sobre as eleições já têm influência eleitoral.
Além disso, o uso de inteligência artificial para desinformação e a crescente radicalização religiosa são citados como fatores que ameaçam deslegitimar as instituições.
Como exemplo, o documento aponta que tal processo resultou em mobilizações que questionavam o processo eleitoral e atos golpistas em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Abin aponta risco de interferência externa e envolvimento do crime organizado nas eleições de 2026Relatório diz que há possibilidade de campanhas de desinformação sofisticadas e influência de milícias e facções que controlam territóriosPolítica2025-12-03T14:55:13.767ZA Agência Brasileira de Inteligência (Abin) diz que há risco de interferência externa e envolvimento do crime organizado nas eleições de 2026. As observações do órgão constam no relatório anual “Desafios de Inteligência – Edição 2026” divulgado nesta quarta-feira (3). Elaborado por analistas da Abin, em colaboração com especialistas de universidades, instituições de pesquisa e agências governamentais, o objetivo do documento é fornecer às autoridades e à sociedade uma visão sobre os principais riscos à segurança do país, sobretudo no período eleitoral. O relatório enfatiza que a possibilidade de interferência externa no processo brasileiro é um fator de risco que não pode ser subestimado. Essas interferências podem acontecer desde campanhas de desinformação sofisticadas, muitas utilizando manipulação por redes sociais, até ataques cibernéticos diretos à infraestrutura eleitoral. Outras táticas incluem o financiamento oculto de grupos políticos e movimentos antidemocráticos, bem como o aprofundamento da polarização social. Paralelamente, a agência manifesta grande preocupação com a atuação do crime organizado, especialmente de milícias e facções que controlam territórios. Segundo o relatório, essa influência se manifesta de algumas formas, como o financiamento de campanhas e na coação de eleitores, quanto na indicação de candidatos próprios, podendo chegar, em casos extremos, à eliminação de adversários políticos. Por fim, o documento contextualiza que o Brasil já enfrenta desafios à estabilidade institucional e à democracia. O relatório lembra que, desde 2018, a propagação recorrente de desinformação sobre as eleições já têm influência eleitoral. Além disso, o uso de inteligência artificial para desinformação e a crescente radicalização religiosa são citados como fatores que ameaçam deslegitimar as instituições. Como exemplo, o documento aponta que tal processo resultou em mobilizações que questionavam o processo eleitoral e atos golpistas em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/abin-aponta-risco-de-interferencia-externa-e-envolvimento-do-crime-organizado-nas-eleicoes-de-2026
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