Polícia conclui investigação e confirma morte de família desaparecida no RS após 80 dias
Investigação aponta ex-marido como principal suspeito; 3 pessoas da mesma família sumiram há mais de 80 dias e corpos não foram encontrados

Guilherme Fadanelli
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Dois idosos e a filha deles, de 48 anos, foram vistos pela última vez em 23 de janeiro de 2023. O caso já dura mais de 80 dias e é tratado como homicídio pela polícia.
Apesar do avanço nas investigações, o principal mistério do caso permanece: os corpos das vítimas ainda não foram encontrados.
A primeira a desaparecer foi Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, no dia 24 de janeiro. No dia seguinte, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, também sumiram.
O principal suspeito é o ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso preventivamente desde fevereiro.
Segundo a polícia, a motivação do crime estaria ligada a conflitos na disputa pela guarda do filho do casal, de nove anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, há registros que indicam tensão entre os dois.
“Ela relatava dificuldades e disse que procuraria um advogado para tomar medidas sobre a guarda da criança”, afirmou o delegado.
Como o crime teria sido planejado?
As investigações apontam que o suspeito teria montado um plano para despistar a polícia e os familiares.
Entre as ações identificadas estão a simulação de um acidente de trânsito para justificar o desaparecimento, uso do celular da vítima para enviar mensagens e fazer postagens e tentativa de manter a aparência de que Silvana ainda estava viva
A polícia também afirma que houve manipulação de dados e exclusão de provas digitais.
O inquérito, que tem cerca de 20 mil páginas, também resultou no indiciamento de outras cinco pessoas por participação nos crimes.
Entre os investigados estão:
- A atual esposa do suspeito
- A mãe
- O irmão
- A sogra
- Um amigo
Segundo a polícia, eles teriam ajudado a ocultar provas e dificultar as investigações.
De acordo com os investigadores, sim. Mesmo sem a localização das vítimas, o conjunto de provas reunidas foi considerado suficiente para o indiciamento. O caso agora segue para a Justiça.
A defesa de Cristiano Domingues Francisco informou que aguarda o envio oficial do inquérito para se manifestar.
Relembre o caso
No Rio Grande do Sul, o desaparecimento de uma família está sendo investigado pela polícia. Dois idosos e a filha deles, de 48 anos, foram vistos pela última vez em janeiro
De acordo com a investigação, Silvana de Aguiar teria saído no dia 24 de janeiro de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, com destino a Gramado, na Serra Gaúcha — uma viagem de cerca de 100 quilômetros.
Silvana trabalha com os pais, Isail de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira de Aguiar, de 70 anos, em um mercado local. Ainda no fim de semana do desaparecimento, o casal teria saído para procurar a filha. Desde então, os três estão desaparecidos.









