Empresário que confessou matar gari tinha fascínio por armas, diz polícia
Segundo investigações, Renê manuseava armas com frequência; a esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino, tinha conhecimento que ele usava armamento dela
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SBT News, com informações do Estado de Minas
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ser o autor do disparo que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Minas Gerais, cultivava um fascínio por armas de fogo. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29).
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Segundo as investigações, Renê demonstrava prazer em manusear armamentos e utilizava-os com frequência. A corporação teve acesso a imagens em que ele aparece exibindo armas e disparando modelos antigos, que não têm relação com o crime.
As apurações também apontam que o empresário demonstrava admiração pelo cargo da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Em vídeos e fotos obtidos pela polícia, Renê surge ostentando o distintivo funcional da mulher.
Segundo o delegado Matheus Moraes Marques, responsável pela investigação, Ana Paula tinha conhecimento e permitia que o marido utilizava a arma pessoal dela. Na quinta-feira (28), a delegada foi substituída no Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil de Minas Gerais.
No dia do crime, Ana Paula foi conduzida à delegacia para prestar depoimento sobre o uso da arma particular. Na ocasião, de acordo com o porta-voz da PCMG, delegado Saulo Castro, ela afirmou que o companheiro não tinha acesso ao armamento e disse desconhecer qualquer envolvimento de Renê no assassinato.
Relembre caso
O gari, de 44 anos, foi morto a tiros após uma discussão de trânsito em 11 de agosto, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH. O suspeito é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos.
Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo.
O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu.
Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia.
Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele.
A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora.
Empresário que confessou matar gari tinha fascínio por armas, diz polícia Segundo investigações, Renê manuseava armas com frequência; a esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino, tinha conhecimento que ele usava armamento delaCidades2025-08-29T19:28:38.289ZO empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ser o autor do disparo que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Minas Gerais, cultivava um fascínio por armas de fogo. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29). Segundo as investigações, Renê demonstrava prazer em manusear armamentos e utilizava-os com frequência. A corporação teve acesso a imagens em que ele aparece exibindo armas e disparando modelos antigos, que não têm relação com o crime. As apurações também apontam que o empresário demonstrava admiração pelo cargo da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Em vídeos e fotos obtidos pela polícia, Renê surge ostentando o distintivo funcional da mulher. Delegada sabia que empresário usava sua arma Segundo o delegado Matheus Moraes Marques, responsável pela investigação, Ana Paula tinha conhecimento e permitia que o marido utilizava a arma pessoal dela. Na quinta-feira (28), a delegada foi substituída no Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil de Minas Gerais. No dia do crime, Ana Paula foi conduzida à delegacia para prestar depoimento sobre o uso da arma particular. Na ocasião, de acordo com o porta-voz da PCMG, delegado Saulo Castro, ela afirmou que o companheiro não tinha acesso ao armamento e disse desconhecer qualquer envolvimento de Renê no assassinato. Relembre caso O gari, de 44 anos, foi morto a tiros após uma discussão de trânsito em 11 de agosto, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH. O suspeito é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos. Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo. O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu. Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia. Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele. A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/empresario-que-confessou-matar-gari-tinha-fascinio-por-armas-diz-policia
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