Polícia

Assaltos em série fazem farmácias mudar rotina em São Paulo

Criminosos repetem o mesmo modo de agir, miram canetas emagrecedoras e causam prejuízos milionários; venda agora é feita apenas sob encomenda em algumas lojas

Três assaltos em menos de um mês. Esse foi o cenário enfrentado por uma farmácia da zona leste da capital paulista, que voltou a ser alvo de criminosos na semana passada. O prejuízo já passa de R$ 10 mil e a sensação, segundo funcionários e clientes, é de medo constante.

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“Eles podem voltar a qualquer momento, a gente não sabe, fica com medo, né?”, desabafa o farmacêutico Itamar Moreira, que teve a unidade assaltada mais de uma vez. Em todas as ações, o pedido dos criminosos foi praticamente o mesmo. “Eles pedem produtos caros. Caneta é a primeira opção que eles querem. Mas querem produtos caros. Aí levou celular, levou relógio do balconista, a minha aliança”, relata.

O modo de agir se repete: os assaltantes entram, anunciam o roubo e vão direto à geladeira onde ficam armazenadas as canetas emagrecedoras. Foi exatamente o que aconteceu em outra drogaria da mesma região, assaltada seis vezes em menos de dois meses. Lá, o prejuízo pode ultrapassar 60 mil reais.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, entre janeiro e novembro do ano passado foram registrados quase 2.500 roubos e furtos em drogarias em todo o estado. Somente na capital, foram 645 ocorrências.

Levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias mostra que, em 2025, cerca de 59 mil canetas emagrecedoras foram roubadas ou furtadas em São Paulo — um tipo de crime que gerou prejuízos estimados em 9 milhões de reais.

Na prática, a rotina das farmácias já mudou. Para evitar novos roubos, a venda de canetas agora só acontece por encomenda.

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