Um ano após incêndios, Los Angeles tem reconstrução lenta
Incêndios deixaram 31 mortos e destruíram mais de 16 mil casas

SBT Brasil
Há exatamente um ano, incêndios de grandes proporções devastaram áreas inteiras de Los Angeles, uma das regiões mais conhecidas dos Estados Unidos. A tragédia deixou 31 mortos e destruiu mais de 16 mil casas. Doze meses depois, o cenário ainda é de reconstrução lenta, perdas profundas e incertezas para milhares de famílias.
Nas regiões mais atingidas, como Pacific Palisades e Altadena, o som de martelos, serras e caminhões de obra tenta devolver vida aos bairros. Mas o avanço das obras convive com um silêncio pesado, que ocupa os espaços onde antes havia casas cheias, quintais iluminados e ruas movimentadas.
Mansões históricas, casas centenárias, pequenos comércios e ruas inteiras foram reduzidos a cinzas em poucas horas. As investigações apontam que o incêndio em Pacific Palisades teve origem humana, possivelmente intencional, e uma pessoa chegou a ser presa. Em Altadena, a suspeita é de falhas na rede elétrica. Nos dois casos, os ventos fortes e a vegetação seca transformaram faíscas em incêndios fora de controle. Os processos judiciais seguem em andamento.
Cerca de 500 construções começaram a ser erguidas — número pequeno diante das mais de 16 mil destruídas. A cada tempestade, há risco de desmoronamentos e, em algumas áreas, alertas de possível contaminação, já que as cinzas se tornaram uma mistura tóxica de diversos materiais.
Segundo dados locais, 80% das famílias ainda estão fora de casa. Reconstruir não é apenas uma questão de tempo, mas uma luta emocional e financeira, marcada por burocracia, altos custos e uma crise no setor de seguros. Setenta por cento das famílias enfrentam atrasos ou negativas no pagamento das indenizações, enquanto a ajuda federal é considerada insuficiente para a dimensão do desastre.
Entre os atingidos está o empresário brasileiro Danilo Kawasaki, que perdeu a casa em Pacific Palisades. Um ano depois, ele voltou ao local onde vivia com a família e decidiu investir na região. Ao lado de outros brasileiros, a ideia é erguer casas com materiais mais resistentes ao fogo e reconstruir não apenas imóveis, mas também o senso de comunidade.
A expectativa é que leve de três a cinco anos para que a região volte a ter casas de pé e uma nova identidade.









