Trump volta a defender suspensão do comércio com a Espanha
Presidente disse a secretário do Tesouro que tentasse colocar a medida em prática em meio a divergências sobre a Otan e a guerra contra o Irã
Naiara Ribeiro
08/07/2026, 11:49 • Atualizado em 08/07/2026, 11:49
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Donald Trump | Reprodução Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (8) a suspensão imediata de todo o comércio com a Espanha e determinou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tentasse colocar a medida em prática. A pressão ocorre em meio às divergências sobre os gastos com defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a guerra contra o Irã.
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A tentativa, porém, enfrenta um obstáculo: pelas regras da União Europeia, as negociações comerciais são conduzidas pelo bloco, e não por cada país individualmente.
Ainda durante o encontro, Trump afirmou ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que "a Espanha não concorda com nada, e vocês não deveriam bancá-los", disse.
Mais tarde, Rutte tentou reduzir a tensão. Segundo ele, a Espanha "deu um grande passo no ano passado" ao elevar os gastos com defesa para 2% do PIB, embora tenha reconhecido que "ainda há questões que precisamos resolver".
Na sequência, Trump voltou-se para Bessent e perguntou: "Não quero fazer nenhum negócio com eles, certo?". Após ouvir "Sim, senhor", determinou: "Cuide disso imediatamente. Nem fale com eles. São um caso perdido. São pessoas ruins... Ganham muito dinheiro conosco, e vamos fazer com que ganhem muito menos."
Esta foi a segunda vez que Trump determinou a Bessent que suspendesse o comércio com a Espanha. A primeira ordem foi dada em março, mas, desde então, as relações comerciais entre os dois países seguiram normalmente.
Em nota, o gabinete do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, informou que trata as declarações de Trump como "algo normal" e que não pretende mudar as "excelentes" relações mantidas com Washington.
O governo espanhol também ressaltou que o país registra déficit comercial com os Estados Unidos e lembrou que as relações econômicas são conduzidas por empresas privadas, e não pelos governos. Além disso, destacou que, por integrar a união aduaneira e comercial da União Europeia, a Espanha não pode negociar acordos comerciais de forma independente.
Trump também tem demonstrado insatisfação com Sánchez em meio à guerra contra o Irã. Washington e Madri mantêm uma parceria em duas importantes bases militares no sul da Espanha, usadas em operações navais e aéreas.
A Espanha é a maior exportadora de azeite de oliva do mundo e também vende aos Estados Unidos peças automotivas, aço e produtos químicos. Ainda assim, analistas avaliam que o país está menos exposto a eventuais punições econômicas de Trump do que outras economias da Europa.
Trump volta a defender suspensão do comércio com a Espanha Presidente disse a secretário do Tesouro que tentasse colocar a medida em prática em meio a divergências sobre a Otan e a guerra contra o Irã
Mundo2026-07-08T11:49:12.113ZO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (8) a suspensão imediata de todo o comércio com a Espanha e determinou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tentasse colocar a medida em prática. A pressão ocorre em meio às divergências sobre os gastos com defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a guerra contra o Irã. A tentativa, porém, enfrenta um obstáculo: pelas regras da União Europeia, as negociações comerciais são conduzidas pelo bloco, e não por cada país individualmente. Durante uma cúpula da Otan em Ancara, Trump criticou novamente a Espanha por rejeitar a nova meta da aliança, que prevê investimentos equivalentes a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa. . O governo dinamarquês afirmou que defenderá "cada centímetro" do seu território. Ainda durante o encontro, Trump afirmou ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que "a Espanha não concorda com nada, e vocês não deveriam bancá-los", disse. Mais tarde, Rutte tentou reduzir a tensão. Segundo ele, a Espanha "deu um grande passo no ano passado" ao elevar os gastos com defesa para 2% do PIB, embora tenha reconhecido que "ainda há questões que precisamos resolver". Na sequência, Trump voltou-se para Bessent e perguntou: "Não quero fazer nenhum negócio com eles, certo?". Após ouvir "Sim, senhor", determinou: "Cuide disso imediatamente. Nem fale com eles. São um caso perdido. São pessoas ruins... Ganham muito dinheiro conosco, e vamos fazer com que ganhem muito menos." Esta foi a segunda vez que Trump determinou a Bessent que suspendesse o comércio com a Espanha. A primeira ordem foi dada em março, mas, desde então, as relações comerciais entre os dois países seguiram normalmente. Em nota, o gabinete do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, informou que trata as declarações de Trump como "algo normal" e que não pretende mudar as "excelentes" relações mantidas com Washington. O governo espanhol também ressaltou que o país registra déficit comercial com os Estados Unidos e lembrou que as relações econômicas são conduzidas por empresas privadas, e não pelos governos. Além disso, destacou que, por integrar a união aduaneira e comercial da União Europeia, a Espanha não pode negociar acordos comerciais de forma independente. Trump também tem demonstrado insatisfação com Sánchez em meio à guerra contra o Irã. Washington e Madri mantêm uma parceria em duas importantes bases militares no sul da Espanha, usadas em operações navais e aéreas. A Espanha é a maior exportadora de azeite de oliva do mundo e também vende aos Estados Unidos peças automotivas, aço e produtos químicos. Ainda assim, analistas avaliam que o país está menos exposto a eventuais punições econômicas de Trump do que outras economias da Europa. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/trump-volta-a-defender-suspensao-do-comercio-com-a-espanha
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