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Trump se reúne com Zelensky em Davos e anuncia negociação trilateral sobre fim da guerra

Presidente dos EUA diz que encontro foi positivo; Ucrânia, Rússia e Estados Unidos devem se reunir neste fim de semana

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SBT Brasil
22/01/2026, 23:21 • Atualizado em 23/01/2026, 05:23
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Após anunciar oficialmente a criação do chamado “Conselho de Paz”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O encontro teve como foco as negociações para o fim da guerra entre Ucrânia e Rússia.

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Zelensky afirmou que chegou a um acordo com Trump sobre garantias de segurança para a Ucrânia e anunciou que o primeiro encontro trilateral, envolvendo representantes da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos, deve acontecer neste fim de semana, nos Emirados Árabes Unidos.

A reunião entre os dois líderes durou cerca de uma hora. Ao deixar o encontro, Trump afirmou que a conversa foi positiva e reforçou que “a guerra precisa acabar”.

Já Zelensky revelou que a negociação mais delicada, a questão territorial, ainda não foi resolvida. Segundo ele, reuniões com os três países podem ajudar a expor diferentes perspectivas sobre o conflito.

O presidente ucraniano, porém, fez um comentário crítico sobre a condução das negociações.

“Espero que os Emirados saibam deste encontro. Às vezes, nós somos surpreendidos pelos norte-americanos”, afirmou.

Discurso duro de Zelensky em Davos

No palco principal do fórum, Zelensky fez um dos discursos mais duros e menos diplomáticos desde o início da guerra. Ele comparou a atuação internacional em outros conflitos e criticou a falta de responsabilização da Rússia.

“O presidente Trump liderou a operação na Venezuela e prendeu Maduro. Sei que há opiniões diferentes, mas o fato é que Maduro está em julgamento e Putin não está em julgamento”, disse.

Zelensky também direcionou críticas aos países europeus, acusando o continente de não avançar em sua própria defesa.

“No ano passado, eu disse que a Europa precisava aprender a se defender. Um ano se passou e nada mudou”, afirmou, citando o envio simbólico de soldados para a Groenlândia e a dependência dos Estados Unidos.

O presidente ucraniano ainda questionou a postura dos aliados ocidentais diante do conflito:

“Todo mundo fica esperando que os americanos se acalmem. E se isso não acontecer?”, disse, ressaltando que Trump “não vai mudar”.

Pressão por acordo e impasse com a Rússia

Segundo Zelensky, mísseis russos usados contra a Ucrânia contêm componentes fabricados por europeus e norte-americanos, o que, para ele, demonstra contradições no apoio internacional.

Enquanto isso, a equipe de negociadores dos Estados Unidos deixou Davos e seguiu para Moscou, onde deve se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin. Sobre a mesa está a contra-proposta da Ucrânia, que, segundo o Kremlin, dificilmente será aceita.

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