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Trump oferece US$ 1 milhão por denúncia de fraude eleitoral

Recompensa vale para casos com prisão e condenação; anúncio ocorre a uma semana das eleições de meio de mandato e sob críticas por interferência federal

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Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca | Foto: Annabelle Gordon/Reuters - 15.10.2026

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca | Foto: Annabelle Gordon/Reuters - 15.10.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) que o governo norte-americano vai pagar uma recompensa de $ 1 milhão para qualquer cidadão que apresentar denúncias de fraude eleitoral que resultem na prisão e na condenação dos envolvidos.

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A declaração foi feita a apenas uma semana da realização das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, momento decisivo para a composição do parlamento do país.

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O anúncio faz parte de uma postura cada vez mais rigorosa adotada pela Casa Branca em relação à fiscalização do sistema de votação. A administração federal vem pressionando governos estaduais para obter acesso a bancos de dados com registros de eleitores, sob o argumento de que medidas mais duras são fundamentais para assegurar a credibilidade e a confiança da população no processo eleitoral.

Publicação na Truth Social e reação de autoridades

O anúncio oficial da recompensa financeira foi divulgado diretamente pelo presidente em sua conta na rede social Truth Social, onde detalhou as condições para o pagamento do valor:

"Qualquer pessoa que denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas ou nas próximas eleições de meio de mandato de 2026 receberá $ 1.000.000 após a prisão e condenação dos responsáveis pela fraude", publicou Trump.

A iniciativa gerou forte reação e controvérsia imediata no meio político e jurídico norte-americano. Especialistas e autoridades responsáveis pela organização das eleições, incluindo gestores democratas e integrantes da própria ala republicana, apontaram a medida como uma tentativa de intromissão indevida do governo federal sobre a autonomia dos estados, que constitucionalmente detêm a atribuição de gerir e coordenar a votação em seus territórios.

Diante das declarações, servidores e autoridades eleitorais estaduais relataram à agência de notícias Reuters que estão elaborando estratégias de contingência para conter eventuais interferências de órgãos federais no dia do pleito.

Histórico de contestações e invasão do Capitólio

As declarações de Trump trazem de volta à pauta pública questionamentos anteriores sobre a integridade eleitoral nos Estados Unidos. O republicano acumula um histórico de contestações públicas infundadas sobre votações passadas, destacando-se a recusa em reconhecer a derrota nas urnas para os democratas nas eleições presidenciais de 2020.

Na ocasião, a retórica constante contra a apuração culminou na invasão violenta ao prédio do Capitólio, sede do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021. Naquele episódio, manifestantes apoiadores do republicano tentaram forçar a interrupção da sessão solene dos parlamentares que certificou oficialmente o resultado das urnas.

Disputa acirrada pelo controle do Congresso

A promessa de recompensa surge em uma conjuntura política delicada para o governo. Nas eleições de meio de mandato, todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado estão em disputa, o que pode alterar o equilíbrio de poder em Washington.

Atualmente, o Partido Republicano mantém maiorias estreitas tanto na Câmara quanto no Senado, mas pesquisas de intenção de voto indicam um cenário bastante competitivo.

A campanha dos governistas enfrenta desgastes provocados pelo índice de desaprovação popular do presidente, impulsionado por preocupações econômicas dos eleitores com a alta no custo de vida e os seguidos aumentos nos preços dos combustíveis, refletindo os impactos internacionais do conflito armado envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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