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Trump minimiza episódios de violência doméstica: 'Coisas que acontecem em casa eles chamam de crime'

Para presidente dos EUA, episódios de violência doméstica não deveriam ser contabilizados como crimes

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Sofia Pilagallo
09/09/2025, 02:51 • Atualizado em 09/09/2025, 02:51
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Presidente Donald Trump em coletiva | Reprodução/Casa Branca

Presidente Donald Trump em coletiva | Reprodução/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, nesta segunda-feira (8), episódios de violência doméstica, afirmando que eles não deveriam ser contabilizados como crimes. A declaração foi dada em reunião da Comissão de Liberdade Religiosa no Museu da Bíblia, em Washington, D.C.. As informações são do jornal americano The New York Times.

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"Coisas que acontecem em casa eles chamam de crime", disse Trump. "Eles fazem de tudo para encontrar algo. Se um homem tem uma briguinha com a esposa, eles dizem que aquilo foi uma cena de crime."

A declaração de Trump veio em meio a esforços contínuos do presidente para erradicar a criminalidade em Washington, cidade que ele alega agora ser livre desse problema. Desde o início de seu mandato, em janeiro, o presidente aumentou o efetivo policial na capital e pretende expandir o plano para outras cidades, como Chicago, Baltimore e Nova Orleans.

Embora a criminalidade esteja, de fato, diminuindo em Washington, ainda há roubos, agressões e furtos ocorrendo diariamente. Segundo a polícia, só no domingo (7), a cidade foi palco de um homicídio, seis roubos de veículos, duas agressões com arma letal, quatro roubos e mais de 30 furtos.

Grupos focados no combate à violência doméstica criticaram os comentários de Trump. A Coalizão de Washington contra a Violência Doméstica afirmou acreditar que "a violência doméstica é um crime e mais do que uma 'briguinha com a esposa'". Outra organização, a Tahirih Justice Center, disse que a gravidade da violência doméstica "não está em debate".

Já a Her Justice, organização sem fins lucrativos que oferece serviços jurídicos gratuitos a mulheres que vivem na pobreza na cidade de Nova York, afirmou que "ao reduzir a violência doméstica a uma 'pequena briga', o presidente Trump revive uma visão retrógrada". Antigamente, disse a organização, esperava-se que as sobreviventes suportassem os abusos sozinhas, sem proteção legal ou apoio público.

"Isso faz mais do que banalizar a violência doméstica", afirmou Susanna Saul, Diretora de Programas Jurídicos da Her Justice. "Encoraja os agressores a aumentar sua violência e corre o risco de desfazer décadas de progresso legal e cultural que tornaram a segurança uma responsabilidade comunitária, em vez de um fardo privado."

O que diz a Casa Branca

Em declaração ao veículo The 19th, a Casa Branca afirmou que o presidente não estava "minimizando a violência doméstica".

Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca, disse que o Decreto Executivo de Trump para combater a criminalidade em Washington, D.C., tomou medidas específicas contra a violência doméstica. O texto insta o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano a investigar os provedores de moradia para "restringir inquilinos que se envolvem em atividades criminosas", incluindo violência doméstica.

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