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Trump 'mantém a possibilidade' de ocupar a Venezuela, diz Marco Rubio

Secretário de Estado dos EUA acrescentou que o presidente tem 'a capacidade e o direito' de agir contra 'ameaças iminentes e urgentes' ao país

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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, concede entrevista ao programa 'Face the Nation with Margaret Brennan', da emissora CBS News | Foto: Reprodução/YouTube/@CBSNews - 04.01.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "mantém a possibilidade" de ocupar a Venezuela, sem entrar em detalhes como um plano de ocupação se daria na prática. A declaração foi dada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em entrevista à emissora CBS News neste domingo (4).

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No sábado (3), os EUA atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a uma prisão em Nova York. Horas depois, Trump afirmou que os EUA administraram a Venezuela até que uma transição de governo fosse concluída adequadamente.

"O presidente sempre mantém a possibilidade de decisão sobre qualquer assunto, inclusive sobre todas essas questões", disse Rubio no programa "Face the Nation with Margaret Brennan". "Ele certamente tem a capacidade e o direito, de acordo com a Constituição dos Estados Unidos, de agir contra ameaças iminentes e urgentes ao país.”

Trump não mencionou por quanto tempo os EUA dominarão a Venezuela, apenas mencionou a necessidade de uma transição "segura, adequada e sensata". Ele informou que, a partir de agora, as empresas norte-americanas vão entrar no país para mexer com a estrutura do petróleo local.

Os EUA apreenderam vários navios em águas internacionais e a Casa Branca anunciou, no mês passado, um "bloqueio" de todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. O país colocou o petróleo venezuelano em "quarentena", o que permite a apreensão de carregamentos de petróleo sancionados com uma ordem judicial.

Segundo Rubio, essa "quarentena" seguirá em vigor até que haja "mudanças que não apenas promovam o interesse nacional dos EUA, mas também levem a um futuro melhor para o povo da Venezuela". Ele acusou a indústria petrolífera venezuelana de ser "atrasada", afirmando que "nada do dinheiro do petróleo chega ao povo".

No sábado, Trump já havia adiantado que planejava extrair "uma riqueza sem precedentes do solo", que seria distribuída em parte ao povo venezuelano e em parte aos EUA — o montante que ficará com o país, explicou, seria uma forma de "reembolso" pelos danos causados à nação. O presidente acusa a Venezuela de ameaça à segurança nacional.

Em Nova York, Maduro responderá por conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para posse desses armamentos. As ações foram detalhadas em ação assinada pelo procurador Jay Clayton e divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA.

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