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Trump diz que Irã concordou em 'nunca ter arma nuclear'

Presidente dos EUA explicou que entendimento faz parte do acordo para acabar com a guerra, alertando para "sérias consequências" em caso de descumprimento

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Camila Stucaluc
16/06/2026, 11:30 • Atualizado em 16/06/2026, 11:30
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16), durante participação da cúpula do G7, que o Irã concordou em “nunca ter uma arma nuclear”. O entendimento, segundo o republicano, faz parte do acordo firmado entre os países para acabar com a guerra no Oriente Médio.

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"A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca terá uma arma nuclear, e isso está escrito ‘alto e claro’. Eles não vão desenvolvê-la ou comprá-la. E se eles fizerem, sofrerão consequências inacreditáveis. Dito isso, espero que tenhamos um ótimo relacionamento”, disse Trump.

Restringir a capacidade nuclear do Irã é uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que ele era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vem pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

No começo do ano, os países se reuniram para debater um novo acordo nuclear, em um encontro descrito como "positivo" pelas delegações. Dias depois, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, e autorizou novos bombardeios contra o país, desta vez em parceria com Israel.

Em abril, Estados Unidos, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo, visando incentivar o avanço das negociações diplomáticas. Tal entendimento, que contou com a mediação do Paquistão, foi anunciado no último domingo (14). Entre os pontos centrais estão um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O programa nuclear iraniano, por sua vez, deve ser debatido numa segunda fase de negociações, conforme anunciado por Trump. "Temos um acordo fechado com o Irã, e ele deve ser bem-sucedido. Agora, vamos para a segunda etapa, que acredito que será mais fácil", disse o republicano.

Líbano

Questionado sobre o Líbano, onde Israel continua atuando contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã, Trump disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa ser mais responsável em relação à ofensiva.

Apesar de dizer manter “boas relações” com o israelense, o presidente norte-americano afirmou que o conflito “lança uma luz negativa sobre o acordo com o Irã”, já que a trégua em Beirute é uma das principais exigências de Teerã no acordo.

“Israel está lutando contra o Hezbollah há tempo demais, muitas pessoas estão sendo mortas. E você não precisa derrubar um prédio de apartamentos toda vez que procura alguém, porque há muita gente nesses prédios e nem todos são do Hezbollah, isso posso garantir. Sugeri a Israel que deixasse a Síria cuidar do Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles farão um trabalho melhor nisso”, disse Trump.

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