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Trump critica governos anteriores ao falar de acidente aéreo e cita "política de diversidade"

Presidente norte-americano sugeriu que "esforços para diversidade" tornaram viagens menos seguras e criticou agência de aviação americana

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Emanuelle Menezes
30/01/2025, 17:34 • Atualizado em 31/01/2025, 01:17
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Donald Trump falou com a imprensa nesta quinta-feira (29) | Reprodução/Youtube

Donald Trump falou com a imprensa nesta quinta-feira (29) | Reprodução/Youtube

*esta reportagem foi atualizada às 22h

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou, durante entrevista à imprensa na tarde desta quarta-feira (30), que nomeou um comissário interino para a Administração Federal de Aviação (FAA, em inglês) – espécie de Anac americana, após o acidente aéreo envolvendo um avião comercial da American Airlines e um helicóptero militar no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. 67 pessoas morreram – 64 que estavam a bordo do avião e três soldados que ocupavam o helicóptero.

Um comissário oficial precisa de confirmação do Senado para atuar. A nomeação do veterano Chris Rocheleau aconteceu em meio a críticas à agência. O presidente americano tentou apontar responsáveis para o acidente aéreo, cuja investigação ainda está em curso. Além de citar, sem provas, governos de Barack Obama e Joe Biden, o republicano falou sobre política de diversidade.

Trump disse que as viagens aéreas nos Estados Unidos se tornaram menos seguras por causa dos "esforços para diversidade" da FAA, citando trabalhadores do controle de voo.

"A FAA está recrutando ativamente trabalhadores que sofrem de deficiências intelectuais graves, problemas psiquiátricos e outras condições mentais e físicas sob uma iniciativa de contratação de diversidade e inclusão descrita no site da agência", teorizou Trump. Ele também afirmou que controladores de voo precisavam ser "gênios".

"Eles têm que ser talentosos, gênios naturalmente talentosos. Você não pode ter pessoas comuns fazendo esse trabalho", disse.

Dias antes do acidente, o presidente assinou um decreto congelando a contratação de novos funcionários federais e emitiu uma ordem para que a FAA interrompesse as contratações com base nas políticas de diversidade. As duas decisões afetavam, diretamente, a contratação de controladores de tráfego aéreo.

Na mesma coletiva de imprensa, Trump confirmou que não havia sobreviventes do acidente nas proximidades do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington.

"Como uma nação, lamentamos por cada alma preciosa que foi tirada de nós tão repentinamente", disse Trump.

Mais cedo, o chefe dos Serviços Médicos de Emergência e Incêndio do Distrito de Columbia, John Donnelly, disse que não acreditava que houvesse sobreviventes da colisão. Ainda segundo ele, os esforços no local eram para a recuperação dos corpos, e não mais de resgate de possíveis sobreviventes.

O acidente

Bombeiros resgatam corpos de vítimas de acidente aéreo em Washington | AP Photo/Mark Schiefelbein
Bombeiros resgatam corpos de vítimas de acidente aéreo em Washington | AP Photo/Mark Schiefelbein

Um avião comercial operado pela American Airlines e um helicóptero militar americano colidiram, na noite desta quarta-feira (29), no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Segundo a companhia aérea, 60 passageiros e 4 tripulantes estavam a bordo. Três soldados estavam no helicóptero.

A aeronave da American Airlines havia partido da cidade de Wichita, no Kansas, com destino à capital norte-americana. O acidente aconteceu enquanto o jato estava a poucos metros da pista, próximo ao pouso. De acordo com a Associated Press, o avião caiu no Rio Potomac, localizado nos arredores ao aeroporto. Já o helicóptero era do 12º Batalhão de Aviação em Fort Belvoir e estava em um voo de treinamento.

* Com informações da Associated Press

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