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Trump acusa protestos contra deportações de serem financiados e endurece discurso contra imigrantes

Em coletiva de imprensa, presidente dos EUA afirmou que ICE prendeu 10 mil imigrantes sem documentos e divulga balanço de “365 vitórias”

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Vicklin Moraes
20/01/2026, 20:10 • Atualizado em 20/01/2026, 21:17
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que os grandes protestos contra a política de deportações do governo, registrados no estado de Minnesota, seriam financiados. Segundo o republicano, o Serviço de Imigração e Alfândega prendeu 10 mil imigrantes sem documentos, a quem classificou como “criminosos”.

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De acordo com Trump, após o endurecimento das ações migratórias, ninguém entrou ilegalmente nos Estados Unidos nos últimos oito meses. O presidente exibiu fotos de pessoas detidas em Minnesota, alegando tratar-se de “imigrantes ilegais criminosos”.

As manifestações ocorreram após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação do ICE no início do mês em Minneapolis. O caso é investigado pelas autoridades locais e provocou protestos contra a atuação da agência. Trump disse que “se sentiu muito mal” pela morte da cidadã americana, baleada durante a ação.

Ao comentar um vídeo do momento do ocorrido, o presidente afirmou que havia “agitadores profissionais” no local, em referência aos gritos de uma mulher que aparece dizendo “vergonha” após os disparos.

Em tom mais duro, Trump voltou a atacar a imigração irregular. “Imigrantes ilegais fazem nossos criminosos parecerem bebês. Eles fazem até os Hells Angels parecerem as pessoas mais doces. Agora, os Hells Angels são considerados pessoas boas, de alta qualidade”, declarou.

O presidente também reiterou críticas à Venezuela, afirmando que o país estaria “abrindo as prisões” e enviando criminosos para os Estados Unidos. Trump comentou a situação política venezuelana e elogiou a líder opositora María Corina Machado, sugerindo que ela poderia integrar um eventual novo governo.

Mais cedo, a Casa Branca divulgou um balanço intitulado “365 dias, 365 vitórias”. Na área migratória, o governo afirma ter alcançado migração líquida negativa pela primeira vez em 50 anos, com milhões de deportações e auto deportações, queda nas travessias ilegais e endurecimento das regras de vistos e refúgio. O documento destaca ainda o reforço do controle de fronteiras, a retomada da construção do muro e o uso das Forças Armadas no apoio à fiscalização.

Em segurança pública, o governo aponta queda recorde de homicídios, redução de crimes violentos e de mortes por overdose, além do desmantelamento de organizações criminosas e cartéis classificados como terroristas.

Na economia, a administração atribui aos primeiros doze meses crescimento do PIB, controle da inflação, alta do emprego entre americanos nativos, aumento salarial, recordes no mercado financeiro e trilhões de dólares em investimentos, impulsionados por desregulamentação, tarifas comerciais e cortes de impostos.

Na política externa, Trump afirma ter mediado acordos de paz, ampliado gastos militares de aliados e reforçado a liderança dos Estados Unidos em áreas como energia, inteligência artificial e defesa. O balanço também ressalta cortes na burocracia federal, revogação de políticas do governo anterior e o uso intensivo de ordens executivas, classificando o período como “o primeiro ano mais produtivo de um mandato presidencial na história moderna”.

Trump voltou ainda a defender a política tarifária e afirmou que medidas aplicadas a países como o Brasil ajudaram a reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos.

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