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"Terceira via": Musk propõe novo partido nos EUA após pacote de Trump ser aprovado

Bilionário mira em cadeiras disputadas na Câmara e no Senado "para servir como voto decisivo em leis controversas"

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Gabriella Lodi, com informações da Reuters
04/07/2025, 16:58 • Atualizado em 04/07/2025, 18:30
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O empresário sul-africano Elon Musk | Reprodução

O empresário sul-africano Elon Musk | Reprodução

O empresário bilionário Elon Musk defendeu nesta sexta-feira (4) um caminho para a formação de um terceiro partido nos Estados Unidos com a conquista de cadeiras disputadas na Câmara e no Senado do país.

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Em uma publicação no X, Musk afirma que o Dia da Independência dos EUA (4 de julho) "é o momento perfeito para perguntar se você quer independência do sistema bipartidário".

Ele então abre uma enquete na plataforma, que pergunta: "Deveríamos criar o Partido América?"

O bilionário continua a postagem explicando que uma forma de criar a legenda seria "focar em apenas 2 ou 3 cadeiras no Senado e 8 a 10 distritos na Câmara".

Ele então explica que "dadas as margens legislativas extremamente estreitas, isso seria suficiente para servir como voto decisivo em leis controversas, garantindo que elas atendam à verdadeira vontade do povo".

A possibilidade do bilionário de formar um terceiro partido gera preocupação para os republicanos que estão se preparando para as eleições de meio de mandato no próximo ano, quando ocorre a renovação do Congresso.

Além disso, a publicação de Musk ocorre após a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovar na quinta-feira (3) o pacote de cortes de impostos, proposto por Trump.

No mês passado, Musk e Donald Trump trocavam farpas nas redes sociais devido ao projeto do presidente americano.

Entenda o "Big, beautiful bill"

O pacote de Trump, batizado de "Big, beautiful bill" (grande e lindo projeto de lei, na tradução livre) foi aprovado por 218 votos a 214 e representa uma das principais vitórias legislativas do republicano no novo mandato. A lei agora segue para sanção presidencial.

A proposta amplia os cortes de impostos individuais e corporativos implementados em 2017, tornando permanente a redução, e cria novos incentivos fiscais, como isenções para gorjetas, horas extras, idosos e financiamentos de automóveis.

Estes cortes foram promessas feitas por Trump durante a campanha presidencial de 2024.

Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), órgão apartidário, o pacote de 869 páginas deverá aumentar a dívida nacional em US$ 3,4 trilhões – praticamente 10% do total estimado em US$ 36,2 trilhões.

A proposta também corta drasticamente recursos de programas sociais, como o Medicaid e subsídios à energia verde, além de reduzir a rede de segurança alimentar.

Segundo o CBO, cerca de 12 milhões de pessoas podem perder o acesso ao Medicaid, devido a mudanças como exigência de trabalho, regras mais rígidas de elegibilidade e cortes no financiamento federal aos estados.

Para suavizar o impacto, os republicanos destinaram US$ 50 bilhões a provedores de saúde rural.

A versão final do texto traz cortes mais profundos do que o aprovado inicialmente em maio, incluindo a exclusão de regulamentações estaduais sobre inteligência artificial e a retirada de um imposto retaliatório sobre investimentos estrangeiros, medida que vinha preocupando Wall Street.

Apesar das críticas sobre o impacto fiscal, o texto também evita que a maioria dos americanos enfrente aumentos de impostos no fim deste ano, quando os cortes de 2017 expirariam.

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