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Musk promete punir parlamentares que apoiarem projeto orçamentário de Trump

Bilionário defendeu que proposta aumentará dívida nacional dos EUA e eliminará economias feitas pelo governo

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Camila Stucaluc
01/07/2025, 07:47 • Atualizado em 01/07/2025, 07:58
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Elon Musk, dono do X | Divulgação

Elon Musk, dono do X | Divulgação

Elon Musk voltou a criticar o projeto de lei orçamentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicações nas redes sociais, na noite de segunda-feira (30), o bilionário prometeu punir os parlamentares que apoiarem o pacote fiscal, ameaçando criar um novo partido para derrotar os republicanos nas próximas eleições.

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"Todo membro do Congresso que fez campanha para reduzir os gastos do governo e imediatamente votou no maior aumento da dívida da história deveria abaixar a cabeça de vergonha! Se o projeto de lei de gastos insanos for aprovado, o Partido da América será formado no dia seguinte. E eles perderão as primárias no próximo ano, mesmo que seja a última coisa que eu faça na Terra", escreveu Musk.

A declaração foi rebatida por Trump, que ameaçou prejudicar as produções do bilionário. “Elon pode receber mais subsídios do que qualquer ser humano na história, de longe, e sem subsídios, Elon provavelmente teria que fechar a loja e voltar para casa na África do Sul. Não há mais lançamentos de foguetes, satélites ou produção de carros elétricos, e nosso país economizaria uma fortuna.”

O projeto de lei orçamentário vem sendo alvo de críticas de Musk desde que foi anunciado por Trump, o que gerou um impasse na relação da dupla, até então aliada. O bilionário argumenta que a legislação aumentará significativamente a dívida nacional e eliminará as economias feitas pelo Departamento de Eficiência Governamental (Doge) – pasta em que esteve à frente até o fim de maio.

Trump, por sua vez, defende que o projeto é uma das leis mais importantes da história do país. "A lei grande e bonita protegerá nossas fronteiras, impulsionará nossa economia e trará de volta o sonho americano. A não aprovação significa um enorme aumento de impostos de 68%, o maior da história", disse o republicano, pressionando os senadores a aprovarem a proposta – já ratificada pela Câmara.

Entenda o projeto

Composto por mais de mil páginas, o projeto prevê um corte de impostos de aproximadamente US$ 4 trilhões, incluindo a pessoas físicas e empresas. Em contrapartida, planeja aumentar os impostos sobre universidades e alguns não cidadãos e suas famílias.

No geral, o projeto encerra créditos fiscais para energia limpa e promove cortes em áreas como saúde e assistência social, além de empréstimos estudantis. Ao mesmo tempo, destina bilhões extras para reforçar a agenda anti-imigração, com mais barreiras na fronteira, bem como para gastos militares, incluindo a construção do sistema de defesa contra mísseis no espaço, chamado de “Domo de Ouro".

Um balanço do Senado apontou que o projeto provavelmente aumentaria a dívida federal em mais de US$ 3 trilhões na próxima década. A Casa Branca argumentou que a medida é necessária “para entregar as mudanças de longo prazo pelas quais os americanos votaram”. Disse, ainda, que se a proposta não for aprovada pelo Senado até o Dia da Independência, celebrado em 4 de julho, "seria a traição máxima".

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